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O diálogo do casal Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes

Mostra Vieira da Silva/Arpad Szenes e Rupturas no Espaço da Arte Brasileira busca compreender relações estabelecidas na década de 40

Por Jonas Lopes
4 jun 2011, 00h50 • Atualizado em 14 Maio 2024, 12h33
  • Vários artistas europeus se mudaram para o Brasil ao longo do século passado, caso de Alfredo Volpi, Mira Schendel e Franz Weissmann. Poucos, porém, traçaram intercâmbios intelectuais tão prolíficos quanto o casal formado pela portuguesa Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) e o húngaro Arpad Szenes (1897-1985). A dupla aportou no Rio de Janeiro em 1940, a fim de fugir da II Guerra Mundial, e por lá permaneceu até 1947. Em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, a excelente mostra Vieira da Silva/Arpad Szenes e Rupturas no Espaço da Arte Brasileira busca compreender essas relações estabelecidas no período. Muito bem tramada, a curadoria do crítico Paulo Herkenhoff exercita alguns diálogos lógicos e outros nem tanto, perpassando a produção brasileira entre a década de 20 e os nossos dias.

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    A seleção de 100 obras enfoca, sobretudo, Maria Helena Vieira da Silva. Seu início de carreira é marcado pela figuração geométrica à maneira do modernismo, e nisso encontrou eco em Tarsila do Amaral e Candido Portinari. Pouco depois, ela realizou estudos de perspectiva bastante semelhantes aos de Alberto da Veiga Guignard. Ao abandonar as formas mais reconhecíveis, antecipou tanto o abstracionismo informal virulento de Antonio Bandeira quanto o neoconcretismo racional de Lygia Clark (presente na exposição com um Bicho e um óleo raro). Maria Helena ainda chegou a assinar a decoração com azulejaria de um restaurante carioca, análoga a trabalhos de Athos Bulcão, Volpi e da contemporânea Adriana Varejão. Menos representado do que a esposa, Arpad Szenes surge com pinturas feitas sobre jornal. Elas são postas em comparação aos experimentos com papel de Antonio Manuel.

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