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Um ano depois, famílias ainda buscam justiça por mortes de jovens em Paraisópolis

Nove pessoas entre 14 e 23 anos morreram durante ação da Polícia Militar; 31 policiais são investigados e Defensoria pede indenização a parentes

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 1 dez 2020, 11h31 - Publicado em 1 dez 2020, 11h26

Este 1º de dezembro marca um ano da desastrosa ação da Polícia Militar em Paraisópolis, quando nove pessoas morreram em um baile funk. Todas eram muito jovens, com idade entre 14 e 23 anos. Outras 12 se feriram. Moradores da favela farão um ato em memória às vítimas.

A Defensoria Pública pede que o governo de São Paulo indenize as famílias de oito mortos. Uma das vítimas não está na ação porque a família não foi encontrada. Os pedidos serão analisados pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) após conclusão do inquérito da Polícia Civil, informou assessoria de imprensa do governador João Doria. Ao todo, 31 policiais militares foram afastados das funções e são investigados.

Os policiais militares encurralaram as pessoas em um beco sem saída após lançaram bombas de gás e de efeito moral nos frequentadores do baile, diz a defensoria. Depois, agrediram as pessoas e provocaram tumulto, fazendo com que vítimas morressem sufocadas e prensadas umas contra as outras. As vítimas chegaram mortas aos hospitais. Nos corpos, lesões indicavam que tinham sido pisoteadas.

Em curso, há duas investigações sobre o caso. A conduzida pela PM aponta legítima defesa por parte dos policiais. O outro inquérito, conduzido pela Polícia Civil, pode indiciar parte dos PMs envolvidos.

PMs que participaram da ação negam terem encurralado os jovens. Segundo a versão dos agentes, as vítimas morreram pisoteadas porque dois criminosos que estavam em uma moto sendo perseguidos se infiltraram na festa e atiraram contra os policias. As investigações não encontraram os suspeitos, que não foram identificados.

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