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3 perguntas para… Mariana Muniz

Bailarina está em “Penetráveis”, que estreia no Teatro Anhembi Morumbi na quarta (16)

Por Carolina Giovanelli
11 fev 2011, 23h47 • Atualizado em 5 dez 2016, 18h17
  • Pernambucana de Caruaru, a bailarina, coreógrafa e atriz radicada em São Paulo Mariana Muniz iniciou sua carreira nos anos 80. Com passagens por renomadas escolas de dança internacionais, entre elas a Martha Graham e a Merce Cunningham, ela comanda a companhia que leva seu nome desde 2000. Mariana acaba de finalizar o derradeiro espetáculo da trilogia inspirada nas obras do artista plástico carioca Hélio Oiticica (1937-1980), que já conta com “Parangolés” e “Nucleares”. Batizada de “Penetráveis”, a peça estreia no Teatro Anhembi Morumbi na quarta (16) para depois seguir com três apresentações na Galeria Vermelho.

    VEJA SÃO PAULO – Você acha que o público aceita bem os bailarinos mais velhos?

    Aos 53 anos, não sinto esse tipo de preconceito. Na dança contemporânea, principalmente, o olhar tende a se voltar para a qualidade do pensamento sobre a criação, não só para o movimento em si. Trabalhei com a Cia. 2 do Balé da Cidade de São Paulo, composta só de integrantes com mais de 40 anos. Sinto muitíssimo que tenha acabado, porque o grupo possuía uma ótima propriedade de movimento. Era outro tipo de energia. Gosto de ver os bailarinos mais velhos dançar e de trabalhar com eles.

    VEJA SÃO PAULO – Há quanto tempo não corta o cabelo?

    Costumo aparar as pontas, mas uso ele assim comprido há pelo menos quinze anos. Se cortar mais curto, ele arma muito e fica parecendo black power. No novo espetáculo, farei um penteado diferente, com os fios presos no topo da cabeça e jogados para o lado. Geralmente meu cabelo se torna elemento cênico, por causa da expressão e do movimento que proporciona. É minha marca registrada em peças de teatro e de dança.

    VEJA SÃO PAULO – Você gosta de misturar essas artes. Como encontra o ponto de convergência?

    O Hélio Oiticica mesclava poesia, música, dança, artes plásticas… Gosto dessa aproximação e por isso eu o escolhi como inspiração para três de minhas coreografias. Acho interessante o modo como ele provocava o espectador, para que percebesse a sua relação com a obra a que estava assistindo. Meu objetivo sempre foi a comunicação com o público. Há quatro anos estou mergulhada na trajetória do Hélio. Graças à Lei de Fomento, a companhia conseguiu uma equipe de professores de artes plásticas que nos deu 24 aulas sobre o tema. Agora, queremos pleitear a oportunidade de circular pelo Brasil com as três coreografias.

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