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Manifestantes enfrentam a polícia novamente no centro

A Tropa de Choque voltou a usar bombas de efeito moral no final desta tarde; ruas seguem interditadas à noite

Por VEJA SÃO PAULO
Atualizado em 5 dez 2016, 14h05 - Publicado em 16 set 2014, 21h05

Grupos de manifestantes voltaram a entrar em confronto com a Polícia Militar no final da tarde desta terça-feira (16), no centro, na mesma região onde pela manhã uma reintegração de posse de um hotel abandonado na Avenida São João desencadeou confusão e furto a lojas.

Por volta das 16h, a Tropa de Choque utilizou bombas de efeito moral e balas de borracha para conter as pessoas que atiravam pedras e montavam barricadas para dificultar o avanço dos policiais. Por causa da confusão, as lojas voltaram a fechar as portas.

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Os confrontos continuam nesta noite. A situação prejudica também o trânsito na região. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que estão bloqueadas as seguintes vias: Avenida São João, Rua Líbero Badaró e Rua Coronel Xavier de Toledo.

Reintegração

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Às 6h, policiais militares foram até um hotel invadido na Avenida São João, no centro, para fazer a reintegração de posse do edifício determinada pela juíza da 25ª Vara Cível do Foro Central, Maria Fernanda Belli. Moradores do local não deixaram o prédio. Com isso, começou o confronto. Os manifestantes jogaram pedras e até mesmo um sofá contra a Tropa de Choque, que revidou com bombas de efeito moral.

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Os policiais também usaram bombas para dispersar as pessoas que estavam perto do prédio. Com a confusão, grupos aproveitaram para saquear lojas. Além disso, um ônibus foi incendiado por volta das 10h nas proximidades do Teatro Municipal.

Por conta do cenário, a situação ficou ainda mais tensa na região, com um grande número de policiais percorrendo as ruas e contendo tumultos com bombas de efeito moral e balas de borracha.

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Uma mulher foi presa acusada de atear fogo no coletivo. Outros dois homens detidos foram acusados de roubarem mais de quarenta celulares de uma unidade das Lojas Americanas.

Outros 80 moradores do prédio invadido foram levados para a delegacia, qualificados e depois liberados. Entre os moradores, dois ficaram feridos. Eles são acusados por policiais de agressão.

A Polícia Militar também apresentou na delegacia doze garrafas de coquetel molotov que teriam sido encontradas durante uma varredura no hotel ocupado.

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A Secretaria de Segurança Pública informou que essa foi a terceira tentativa de fazer a reintegração de posse do edifício. A primeira aconteceu no dia 11 de junho, mas a ação foi cancelada, pois o proprietário do imóvel não encaminhou ao local caminhões e carregadores para o transporte. Já no dia 27 de agosto os oficiais de Justiça avaliaram que as condições não eram adequadas.

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