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Justiça decreta prisão preventiva de três suspeitos do caso Borba Gato

Determinação ocorreu nesta quinta (5); homens já haviam sido indiciados pelos crimes de incêndio, dano, associação criminosa e adulteração de veículo

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 27 Maio 2024, 19h48 - Publicado em 6 ago 2021, 18h13

A Justiça de São Paulo decretou nesta sexta-feira (6) a prisão preventiva de três suspeitos pelo incêndio da estátua de Borba Gato, na Zona Sul da capital. O ataque, ocorrido em 24 de julho, foi feito e filmado pelo grupo “Revolução Periférica”, em forma de protesto ao monumento do bandeirante, figura controversa da História. Segundo historiadores, Borba Gato era caçador de escravizados.

As prisões foram decretadas após a Polícia Civil concluir, nesta quinta-feira (5), o inquérito sobre o caso e pedir à Justiça a prisão preventiva do entregador Paulo Roberto da Silva Lima, conhecido como Galo, do torcedor corintiano Danilo Silva Oliveira, o Biu, e do motorista Thiago Vieira Zem. A investigação do incêndio é feita pelo 11º DP, em Santo Amaro, na Zona Sul.

Os três já haviam sido indiciados pelos crimes de incêndio, dano, associação criminosa e adulteração de veículo após o ato. Paulo estava preso temporariamente desde o dia 28 de julho, quando admitiu à polícia envolvimento no caso, dizendo que ateou fogo na estátua de Borba Gato “para abrir debate” sobre homenagens como essa. Danilo e Thiago estavam em liberdade.

O pedido de prisão preventiva da polícia acontece horas depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, revogar a prisão temporária de Paulo. Com a decisão, a determinação era que ele fosse solto imediatamente, o que não ocorreu.

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Paulo está detido na carceragem do 2º Distrito Policial (DP), no Bom Retiro, Centro da capital. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Galo seria “transferido para um Centro de Detenção Provisória [CDP]”, mas não informou a data da transferência nem para qual unidade prisional ele irá.

Vale lembrar que a prisão preventiva não tem data de expiração, diferentemente da temporária, a que o Galo estava submetido até o momento. O Ministério Público (MP), apesar de ter concordado com o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil, ainda não denunciou os três suspeitos à Justiça.

O advogado de defesa de Paulo e Danilo, André Lozano, afirmou que ele e seus sócios estão “estudando qual a melhor opção” e tomarão as providências. A defesa de Thiago não se pronunciou até o momento da publicação desta matéria.

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