Avatar do usuário logado
Usuário

IPTU: facada a prestação

Kassab recua em aumento, mas o texto aprovado pela Câmara só parcela o reajuste

Por Henrique Skujis
4 dez 2009, 11h30 • Atualizado em 5 dez 2016, 19h03
  • Quando enviou à Câmara sua proposta de revisão da Planta Genérica de Valores (PGV) e consequente aumento do IPTU, no mês passado, o prefeito Gilberto Kassab dizia-se irredutível. “É uma questão de justiça”, afirmava àqueles que se queixavam dos reajustes elevados. Ele argumentava que, desde 2001, o imposto sofrera acréscimos baseados apenas nos índices de inflação — bem menores que a valorização do mercado imobiliário. Mas a pressão de diversos setores da sociedade e da oposição fez com que o prefeito recuasse. Em meio às discussões, ele chegou a ser chamado de Taxab — uma alusão à alcunha Martaxa, que complicou a vida política da ex-prefeita Marta Suplicy (2001-2004). O projeto aprovado na última quarta pelos vereadores reduziu a porcentagem máxima de aumento e elevou o valor venal para um imóvel comercial conseguir a isenção (veja o quadro). Apesar de as novas regras significarem uma facada menos dolorosa no bolso dos contribuintes neste momento, ela foi apenas parcelada.

    Os 438 000 imóveis residenciais e os 154 000 estabelecimentos comerciais cujo aumento proposto na revisão da PGV é maior que o teto aprovado pela Câmara pagarão a diferença até 2012. Se com as novas regras o IPTU de uma casa tiver de subir 70%, por exemplo, serão aplicados somente 30% para 2010. Outros 30% incidirão em 2011 e a diferença, em 2012. “O prefeito Gilberto Kassab conseguiu o que queria”, afirma o líder do PT na Câmara, o vereador João Antonio. “Agora, o aumento vai ser menor, mas nos anos seguintes a população vai pagar uma fortuna de IPTU.” Para reduzir a perda na arrecadação, o texto aprovado elevou de 1,8% para 2% a alíquota do IPTU para imóveis com valor venal acima de 760 000 reais — há 30 000 nessa faixa. Outra parcela, de 1,07 milhão de imóveis, ficará isenta do imposto. “A proposta aprovada suaviza o aumento e a defasagem de oito anos sem correção no IPTU”, diz Ronilson Bezerra Rodrigues, subsecretário da receita da prefeitura.

    Uma mudança importante deu-se em relação à região da Nova Luz, conhecida co – mo Cracolândia. Como al – gu mas ruas aparecem na PGV com preços mais de três vezes acima do praticado por imobiliárias, o valor venal de seus imóveis teve redução de 20%. Para evitar novas desatualizações, a Planta Genérica de Valores passará a ser revista a cada dois anos a partir de 2013.

    CONFIRA O QUE MUDOU

         Como era                                                   Como ficou

    Continua após a publicidade

    Aumento máximo permitido para imóveis residenciais

              40%                                                               30%

    Aumento máximo permitido para imóveis comerciais

              60%                                                               45%

                         Imóveis residenciais isentos

     até 92 500 reais*                                       até 92 500 reais*

    Continua após a publicidade

                          Imóveis comerciais isentos

      até 37 000 reais*                                      até 70 000 reais*

    Alíquota do imposto para imóveis com valor acima de 760 000 reais

              1,8%                                                                  2%

    Arrecadação adicional prevista para 2010

    744 milhões de reais                              650 milhões de reais

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.
    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de 29,90/mês