Incêndio em Santos pode terminar nesta segunda-feira
Noventa horas após o início do incidente, bombeiros seguem tentando controlar as chamas em dois tanques de gasolina
O Corpo de Bombeiros acredita que o incêndio em tanques da Ultracargo/Tequimar, na área industrial da Alemoa, em Santos, litoral sul de São Paulo, pode acabar ainda nesta segunda-feira (6). É a primeira previsão feita pela corporação desde o começo do acidente, às 10h de quinta-feira (2). Já são mais de noventa horas de combate ininterrupto às chamas, com o uso de mais de 5 bilhões de litros de água.
Neste momento, dois tanques com gasolina estão em chamas. No total, seis cilindros foram atingidos. O pátio tem 58 tanques, que armazenam etanol, gasolina, óleo diesel, óleos vegetais, fertilizantes líquidos e outros produtos químicos, incluindo solventes. No total, a Ultracargo é dona de 175 tanques, espalhados por uma área de 190 000 metros quadrados.
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Um relatório preliminar enviado pela Ultracargo para a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) na noite deste domingo (5) aponta que o incêndio alterou a qualidade da água do mar no Canal do Estuário, o que pode ter causado a morte de milhares de peixes. “A água usada para conter as chamas foi despejada no estuário pelo sistema de escoamento da Ultracargo contaminada com combustível, provocando alteração da temperatura e saturação do oxigênio, provavelmente causando a morte dos peixes”, diz Cesar Eduardo Padovan Valente, gerente da agência ambiental da Cetesb em Santos.
De acordo com o especialista, entre os animais mortos estão bagres, garoupas e outras espécies, com até 70 centímetros de comprimento. Uma empresa está recolhendo os peixes mortos. O documento, que foi solicitado à Ultracargo pela Cetesb, também detectou alteração na qualidade do ar no entorno do local do incêndio. Um equipamento do Exército deve começar a fazer nesta segunda-feira o monitoramento do ar na região.
Multa
A secretária estadual do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias, esteve no local do incêndio neste sábado (4) e falou sobre possíveis penalidades à Ultracargo. “Existe uma legislação estadual. E também é possível aplicar Decreto Federal nº 6.514. A multa chegaria a 50 milhões de reais, mas a aplicação depende de uma análise mais detalhada”, diz.
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Em Santos, por enquanto, está descartada a possibilidade de evacuação dos moradores das imediações do terminal da Ultracargo. “Os produtos químicos que poderiam causar dano à população já foram retirados dos tanques próximos ao incêndio. E foram isolados em outros tanques, a uma distância de 1 quilômetro”, afirma o coordenador da Defesa Civil estadual e chefe da Casa Militar do Estado, José Roberto Rodrigues Oliveira.
Para acompanhar o incidente e integrar os trabalhos, o governo de São Paulo montou em Santos um gabinete de crise, com participação do vice-governador, Márcio França (PSB), dos secretários Saulo de Castro (Governo), José Roberto Rodrigues de Oliveira (Casa Militar), Alexandre de Moraes (Segurança Pública) e Patrícia Iglecias (Meio Ambiente), do comandante do Corpo de Bombeiros, Marco Aurélio Alves Pinto, do subsecretário de Comunicação, Marcio Aith, do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), e das Secretarias Municipais de Segurança, Defesa Civil, Meio Ambiente e Saúde. Exército, Marinha e Aeronáutica apoiam a ação.
A prefeitura de Santos informou neste domingo que o Secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, determinou, por intermédio da Polícia Civil, a instauração de investigação para apurar a autoria de “diversos boatos criminosos irresponsavelmente lançados nas redes sociais sem base técnica e que buscam desinformar a população”.
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