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“Acordei com o barulho dos vidros da janela explodindo”, diz moradora

Habitantes de prédio residencial que pegou fogo nesta madrugada têm seus apartamentos destruídos e temem nunca mais voltar para casa  

Por Carolina Romanini 8 nov 2013, 13h15 • Atualizado em 5 dez 2016, 15h28
  • Por volta de 0h30 desta sexta (8), uma moradora do 14º andar de um edifício na Avenida Ipiranga colocava o filho de 1 ano e 9 meses no berço quando notou um cheiro de queimado no prédio. Assustada, acordou o marido e a enteada e ligou para o Corpo de Bombeiros pedindo ajuda. Era o primeiro sinal do incêndio de grandes proporções que, ao que tudo indica, começou em uma academia na Rua do Boticário e se alastrou para o prédio ao lado, um residencial de 25 andares.

    + Prédio que pegou fogo no centro estava irregular

    Enquanto o socorro não vinha, o casal tentou avisar os vizinhos, mas alguns moradores duvidaram dos gritos de alarme de incêndio com medo de tentativa de arrastão. “Invadiram o prédio há algum tempo e desde então vivemos sempre em alerta”, conta a enteada de 14 anos. “Ainda hoje tentaram saquear os apartamentos no meio da confusão.”

    O incêndio se alastrou rapidamente. “Acordei com o barulho dos vidros da casa explodindo e a porta trincando. A fumaça se espalhava por todos os cômodos, me tranquei no meu quarto e liguei para os bombeiros, que ficaram conversando comigo até o momento em que vieram me buscar”, conta a aposentada Edilene Silva. “Minha casa está toda revirada.”

    Depois de deixarem o prédio, os moradores passaram a madrugada na rua, muitos ainda de pijama e enrolados nos cobertores. Viraram a noite em busca de informações sobre o estado de suas casas. O medo, agora, é de não conseguirem voltar. “Não sei o que vão fazer. Minha casa é no sétimo andar, um dos mais atingidos, e está totalmente destruída. Não tenho mais nada, minha vida virou fumaça, literalmente”, contou uma moradora, aos prantos.

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    Hoje pela manhã a Defesa Civil acompanhou os moradores até os apartamentos para buscarem itens essenciais. A grande maioria trazia roupas e remédios, para se abrigar na casa de parentes e amigos. Outros, seus cachorros e passarinhos, igualmente assustados. Não há previsão de quando essas pessoas poderão voltar para casa.

     

     

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