Avatar do usuário logado
Usuário

Cresce número de casadas que rejeitam o sobrenome do parceiro

Ao mesmo tempo, sobe a porcentagem de homens que adotam o nome de família delas

Por Adriana Farias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 mar 2018, 06h00 | Atualizado em 5 set 2025, 19h31
SOBRENOMES CASAMENTO
O casal Fernanda e Felipe: família Aranha Luna no registro (Leo Martins/Veja SP)
Continua após publicidade

Durante o casamento na Igreja Evangélica Batista, na Zona Oeste, em agosto do ano passado, os então noivos Felipe Aranha, de 27 anos, e Fernanda Luna, de 26, surpreenderam os convidados. Na hora de anunciar a união, o pastor se referiu ao casal como “a família Aranha Luna”. Muitos não sabiam, mas Felipe decidira adotar o sobrenome da moça ao trocar alianças — e ela, o dele, como de costume. “Quis mostrar respeito e dizer que temos peso igual no relacionamento”, afirma o marido.

Trata-se de uma tendência, assim como a rejeição das mulheres ao nome de família do parceiro. O número de moças que escolheram não alterar seus documentos atingiu o ápice no último ano, com um total de 18 000. As que não adotaram o sobrenome do marido já representam quase um terço das mulheres que se casaram em 2017.

No outro time, a quantidade de homens que aderiram ao título da esposa ficou estável desde a permissão da prática pelo Código Civil, em 2003. Sofreu queda em 2016, mas voltou a subir no ano passado, com quase 6 000 ocorrências do tipo. Os dados foram levantados pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP).

A estudante de direito Flavia Mattos, de 26, casou-se em março de 2017. Abriu mão do sobrenome do marido e causou desconforto entre os parentes mais velhos. “Tenho a minha independência”, defende -se. “O relacionamento não vai deixar de ser verdadeiro por causa disso.” Para a socióloga Carla Diéguez, da Fundação Escola de Sociologia e Política, o fenômeno reflete as recentes alterações de comportamento, na esteira da ascensão do feminismo. “A mulher está rompendo com o patriarcalismo, no qual o homem é o centro da família e o dominante nas relações.”

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês