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Hermès é inaugurada no Brasil

A primeira loja da grife francesa Hermès no Brasil será inaugurada na segunda (14) no Shopping Cidade Jardim

Por Alessandro Duarte 25 set 2009, 16h18 • Atualizado em 5 dez 2016, 19h09
  • No mercado de altíssimo luxo, em que uma mala de viagem pode custar o mesmo que um automóvel zero-quilômetro e uma caneta o equivalente a um pequeno apartamento, poucas marcas alcançam o status da francesa Hermès. Criada em 1837 como uma oficina de arreios e selas, a grife ainda hoje mantém para muitos de seus produtos uma estrutura de confecção manual, em que um único artesão se encarrega de todas as etapas. O fascínio de suas embalagens cor de laranja só é comparado ao exercido pelas caixas azul-piscina da joalheria Tiffany & Co. Esse universo onírico estará presente em São Paulo a partir de segunda-feira (14), data da prometida abertura para o público da primeira loja Hermès no Brasil, no Shopping Cidade Jardim. “Essa é mais uma prova do respeito das empresas estrangeiras para com o mercado brasileiro”, afirma Carlos Ferreirinha, presidente da MCF Consultoria, especializada no consumo de luxo. “Uma marca dessas não se instala em um local que já não esteja consolidado.”

    A vinda da Hermès foi cercada de cuidados. Dez anos atrás, a marca cogitou instalar-se na esquina das ruas Oscar Freire e Haddock Lobo, nos Jardins, mas problemas com o imóvel inviabilizaram a empreitada. Agora, foi preciso resolver uma pendência judicial com uma empresa brasileira de nome semelhante. A negociação entre a JHSF, dona do Shopping Cidade Jardim e responsável pela operação da grife no Brasil, começou há quase quatro anos. “Sempre tivemos em mente que a Hermès significava um objeto de dese-jo para o nosso público”, conta José Auriemo Neto, presidente da JHSF. A inauguração da loja de 169 metros quadrados havia sido anunciada para março, mas as obras demoraram mais que o planejado. Por exigência da matriz, boa parte do material usado na construção foi importada. O piso, por exemplo, veio de Fátima, em Portugal, mas antes teve de ser aprovado pelo escritório de Paris. Todas as semanas, relatórios fotográficos da construção eram enviados à sede da grife, que despachava representantes ao Brasil, em média, uma vez por mês. Na última quarta, o diretor de engenharia e uma arquiteta da Hermès estiveram no Cidade Jardim para dar a aprovação final à loja. “Os móveis de madeira e as luminárias vieram da França”, diz o diretor-geral Richard Barczinski, que durante mais de 25 anos trabalhou para a joalheria H. Stern. A loja ficará refrigerada 24 horas por dia e a segurança será garantida por um sistema de 26 câmeras. Os seis vendedores passaram por um mês de treinamento para se familiarizar com o universo da marca. A gerente Daniela Morganti Brandão foi contratada há mais de um ano.

    Devem prestigiar a festa de inauguração, no domingo (13), o presidente Patrick Thomas e a vice-presidente Beatriz Gonzalez-Cristobal, além de Pascale Mussard, da sexta geração da família Hermès. A loja paulistana ficará logo na entrada do Cidade Jardim, de frente para a Louis Vuitton. Todos os produtos fabricados pela grife estarão disponíveis, das selas à coleção prêt-à-porter feminina, desenvolvida pelo estilista Jean Paul Gaultier, passando por louças, joias, relógios e perfumes. Lenços de seda vão custar a partir de 990 reais e as gravatas, a partir de 630 reais. Devem causar sensação mesmo as bolsas. Em especial as linhas que, assim como os furacões, são batizadas com nomes femininos: Birkin e Kelly (em homenagem à cantora Jane Birkin e à princesa de Mônaco Grace Kelly). E uma boa notícia que só se verá por aqui: a grife rendeu-se ao estilo brasileiro de negociar e vai vender seus produtos em até cinco prestações.

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