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Advogado vai pedir prisão de administrador da página ‘Guarujá Alerta’

Perfil no Facebook divulgou foto de suposta sequestradora de crianças. Confundida com a criminosa por vizinhos, Fabiane Maria de Jesus foi espancada e morreu

Por Redação VEJASÃOPAULO.COM
6 Maio 2014, 12h01 • Atualizado em 5 dez 2016, 14h29
Guarujá - retrato falado
Guarujá - retrato falado (Reprodução/)
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  • O advogado da família de Fabiane Maria de Jesus – morta após ser linchada por vizinhos no Guarujá, litoral de São Paulo – vai pedir a prisão preventiva do administrador da página Guarujá Alerta no Facebook. 

    Tudo começou há pouco mais de uma semana, quando a página divulgou que uma mulher na comunidade de Morrinhos, bairro carente na cidade litorânea, estaria envolvida em rituais de magia negra e em casos de sequestro de crianças. O perfil no Facebook divulgou uma foto da suposta sequestradora. A imagem, entretanto, era um retrato falado feito pela polícia do Rio de Janeiro em 2012 para procurar uma mulher acusada de roubar um bebê. 

     

    A vizinhança achou que a mulher do retrato falado era parecida com a dona de casa Fabiane, de 33 anos, e a espancou. A agressão ocorreu no sábado (3) e Fabiane morreu na segunda-feira (5), vítima de complicações decorrentes de traumatismo craniano. 

    De acordo com o advogado Airton Sinto, o nome do administrador da página está sendo preservado a pedido da polícia – ele também estaria recebendo ameaças de outros moradores da cidade revoltados com a violência gratuita. “O responsável pela página divulgou imagens falsas e alarmou toda a comunidade de Morrinhos, onde morava Fabiane com a família, com a falsa existência de sequestradora de crianças. Não há e não houve ocorrência ou comunicação à polícia local sobre qualquer sequestro”, explica. “Ele retirou todas as postagens com as informações e fotos incitadoras da revolta de uma população de quase 20 000 pessoas. Por isso, estudamos a ideia de solicitar sua prisão temporária, com base na destruição de provas e intenção de prejudicar a investigação policial.”

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    Fabiane deixou duas filhas, de 1 e 12 anos, e era casada com um primo, o porteiro Jaílson Alves das Neves. O marido contou à polícia que ela sofria de transtorno bipolar e tomava remédios regularmente, mas não tinha comportamento agressivo. 

     

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