Avatar do usuário logado
Usuário

LG anuncia saída do mercado de smartphones e fábricas entram em greve

Três produtoras terceirizadas que produzem celulares para a empresa sul-coreana cobram seus direitos; indústria da marca em Taubaté também está em greve

Por 5 abr 2021, 15h50 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h53
foto aérea da fábrica da LG em Taubaté
Fábrica da LG em Taubaté, em greve desde o dia 26 de março; 400 funcionários integram o setor de produção de celulares da marca (Reprodução/TV Vanguarda/Divulgação)
Continua após publicidade
LG anuncia saída do mercado de smartphones e fábricas entram em greve Priorizar nos meus resultados Google

Trabalhadores de três fábricas fornecedoras da LG no Brasil entrarão em greve a partir desta terça-feira (6). A decisão acontece após a gigante sul-coreana anunciar, nesta segunda (5), o encerramento da produção de celulares da marca, o que custará cerca de 430 empregos, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, no interior de São Paulo. Junto das fornecedoras, a fábrica da LG em Taubaté, também no interior, já está em greve desde o dia 26 de março 400 empregos da área de celulares estão ameaçados.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a decisão pela greve foi tomada como forma de pressionar a empresa sul-coreana a preservar empregos e direitos nas fornecedoras Sun Tech, em São José dos Campos, Blue Tech e 3C, ambas em Caçapava, cidade vizinha a São José dos Campos. As três fábricas produzem exclusivamente celulares para a LG e a decisão de interromper a produção de celulares pode levar ao fechamento de 430 postos de trabalho, a maioria ocupados por mulheres.

A luta dos trabalhadores das fornecedoras, terceirizadas, é por um posicionamento transparente sobre o futuro das fábricas por parte da LG e pela garantia de que todos os direitos sejam pagos caso ocorra o fechamento das unidades. O Sindicato dos Metalúrgicos disse que vai lutar pela manutenção dos postos de trabalho e reivindicará que todos os direitos pagos aos trabalhadores da LG sejam estendidos às funcionárias das fornecedoras em caso de fechamento.

“O processo de desindustrialização segue em alta no Brasil e não podemos admitir que os governos permaneçam omissos, principalmente em cenário de pandemia. A LG é responsável por cada posto de trabalho nessas fábricas. Vamos exigir, na luta e nos tribunais, que todos os direitos sejam garantidos. A terceirização, amplamente adotada pela empresa, tem como reflexo a precarização de direitos e insegurança jurídica. Mas aqui as trabalhadoras lutarão bravamente por seus empregos e direitos”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.

A decisão da LG pelo encerramento da produção de celulares

Com o anúncio desta segunda-feira, a LG se torna a primeira grande empresa que produz celulares a se retirar deste mercado. A sul-coreana afirma que o fim das operações foi definida após sucessivos prejuízos na área. Antes, a companhia havia tentado vender todo o setor, mas, sem sucesso, optou pelo encerramento das atividades.

Continua após a publicidade

“Desde o segundo semestre de 2015, o nosso negócio global de celulares tem sofrido uma perda operacional por 23 trimestres consecutivos, resultando em um acumulado de aproximadamente 4,1 bilhões de dólares (US) [em perdas] até o final de 2020”, informou a LG em nota.

Desde fevereiro o mercado internacional já sabia que a gigante sul-coreana estava tentando a venda de sua produção global de celulares. Mas, após fracassos em negociações, a empresa decidiu fechar o setor em vez de vendê-lo, como revelado no fim de março pela Bloomberg.

+Assine a Vejinha a partir de 6,90.

Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês