Avatar do usuário logado
Usuário

Filas de torcedores dão volta na Arena Condá para o velório coletivo

Cerimônia deve começar por volta das 13 horas e contará com a presença do presidente Michel Temer e do técnico da seleção brasileira, Tite

Por Veja São Paulo 3 dez 2016, 09h51
Chapecó
Chapecó (Ivan Pacheco/VEJA.COM/)
Continua após publicidade
Filas de torcedores dão volta na Arena Condá para o velório coletivo Priorizar nos meus resultados Google

Os últimos dias na cidade de Chapecó foram de muito sol e calor. Mas, neste sábado, chegou a chuva e o frio e o clima fez com que a melancolia fosse ainda mais intensa no adeus aos ídolos da Chapecoense. Mesmo assim, não faltaram apoio e demonstração de amor dos torcedores, que não mediram esforços para saudar aqueles que viraram heróis na cidade.

+ Cerimônia de Temer em Chapecó será às 10h em razão de atraso na saída dos aviões

Os portões da Arena Condá abriram às 7h30, mas bem antes já havia torcedores na fila para entrar no estádio. Sarita Maria Lopes, de 51 anos, e sua filha, Pamela Lopes, 29, foram as primeiras a chegar.

Continua após a publicidade

Frio, chuva e fome não foram suficientes para impedir que elas dessem o último adeus aos ídolos. “A gente andava na rua e encontrava em eles. Eram pessoas muito do bem e farão muita falta”, conta Pamela. 

Solidariedade foi a palavra-chave nos últimos dias em Chapecó e na noite de sexta (2) não foi diferente. Vizinhos do estádio levaram café e biscoitos para as duas fanáticas torcedoras, que prometeram não abandonar o local. “Agora vamos vir mais nos jogos para ajudar na reconstrução desse clube maravilhoso. A gente vinha antes mesmo da Chape ganhar tanto destaque”, assegura Sarita. 

Continua após a publicidade

As filas para entrar nos dois portões que foram reservados para os torcedores davam voltas no estádio. As camisas da Chapecoense predominavam, mas também tinham pessoas com uniforme do Flamengo Santa Cruz e Internacional. Todos unidos. Entre o verde e branco das camisas, a mãe Franciele tomava conta dos pequenos Erik, de 9 anos, Luiz Otávio, 3, e Emanuele, 2. “Tentamos ir ao aeroporto, mas a polícia não deixava chegar perto. Viemos para a arena e chegamos na fila às 4 horas.” 

Dentro do estádio, torcedores não paravam de gritar e cantar músicas que tanto apoiaram o time durante os jogos e neste sábado viraram homenagens. Torcedores de outros clubes levaram bandeiras de seus respectivos clubes, como Atlético-PR, Santa Cruz, Cruzeiro, São Paulo, Palmeiras, Coritiba, Bahia dentre outros. Sem violência, nem cânticos agressivos. A Chapecoense conseguiu até isso.

Continua após a publicidade

Por Estadão Conteúdo

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 29,90/mês