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“Essa doença não existe”, diz mulher a policial em festa clandestina

Ao todo, seis eventos foram interrompidos pela fiscalização na madrugada de domingo (25); pandemia existe e já matou mais de 389 000 pessoas no país

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 25 abr 2021, 15h18 - Publicado em 25 abr 2021, 15h12

A polícia civil e órgãos de fiscalização sanitária interromperam duas festas clandestinas na madrugada deste domingo (25) em São Paulo. Uma delas aconteceu no bairro do Jardim Aeroporto, na zona Sul; a outra, no município de Carapicuíba, na região metropolitana da capital. No total, 217 pessoas foram detidas e autuadas nos dois eventos.

Imagens divulgadas pelo governo do estado mostram as ações dos policiais. Nos dois locais, praticamente nenhuma das centenas de pessoas aglomeradas usava máscara de proteção. Em uma das festes, uma mulher (foto acima) se exalta e grita diversas vezes para o policial civil: “essa doença [a Covid-19] não existe”. O policial responde: “não existe na sua cabeça”. O vídeo da cena pode ser visto neste link.

O Brasil registra atualmente 389 000 mortes em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Na mesa em que a mulher se encontrava, pode ser visto um narguile, acessório para fumar normalmente usado de maneira compartilhada, o que aumenta o risco de transmissão de doenças virais. O negacionismo da Covid-19 (acreditar que ela não existe) é apontado como um dos principais problemas para o controle da pandemia no país.

Ao todo, seis estabelecimentos foram autuados pela Vigilância Sanitária nesta madrugada em São Paulo. Além das duas festas clandestinas, a ação encontrou quatro como bares e casas noturnas que promoviam aglomeração e descumpriam o horário limite das 19h para funcionamento.

O estado reabriu parques e serviços neste fim de semana. Mas aglomerações seguem proibidas e o toque de recolher, entre 20h e 5h, segue em vigor em todos os municípios de São Paulo.

 

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