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Rudolf Buchbinder faz dois recitais na Sala São Paulo

Pianista de 65 anos fala sobre educação, arte e sua coleção de filmes e documentos

Por Adriano Conter
27 jul 2012, 14h23 • Atualizado em 5 set 2025, 16h41
  • Um dos mais reconhecidos intérpretes de Beethoven, o virtuoso pianista Rudolf Buchbinder, de 65 anos, executa quatro sonatas do compositor alemão — as de número 6, 8, 14 e 23 —, além de uma de Chopin, em dois recitais na Sala São Paulo, na segunda (30) e quarta (1º)

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    O mais jovem aluno a ingressar na Escola de Música de Viena, aos 5 anos, o austríaco já se apresentou com as orquestras de Berlim, Nova York, Londres, entre tantas outras. Em sua discografia, destaca-se a recente gravação em vídeo dos cinco concertos para piano e orquestra de Beethoven com a Filarmônica de Viena, em maio de 2011. Em CD, registrou ainda todas as sonatas de Haydn e todos os concertos para piano de Mozart.

    Gosta de pintar e colecionar: guarda desde filmes clássicos em DVD até documentos raros. Vangloria-se de alguns itens, como as partituras para piano de Brahms, autografadas pelo próprio músico.

    Abaixo, Buchbinder fala sobre educação, arte e mais.

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    VEJA SÃO PAULO — Qual é a primeira lição que você geralmente gosta de deixar para um estudante de piano?
    Rudolf Buchbinder —
    A única coisa que posso dar a eles é a minha experiência. O maior erro que posso cometer é falar que estão fazendo tudo errado. Se fizer isso, eles vão se fechar, voltar aos seus professores, o que não é bom.

    VEJA SÃO PAULO — Quais as diferenças entre gravar os mesmo cinco concertos para piano de Beethoven com as orquestras de Viena e da Holanda?
    Rudolf Buchbinder —
    É muito difícil comparar orquestras. A regência é outra. A sessão de cordas pode interpretar de forma diferente, por exemplo, mas isso não muda o fato de que todas elas fazem parte da “champions league” da música erudita por alguma razão.

    VEJA SÃO PAULO — O senhor se lembra de se dedicar às composições de Beethoven ainda muito jovem?
    Rudolf Buchbinder —
    Na escola, nós começamos com Bach. Mais tarde o que me interessou nas sonatas de Beethoven foi o fato de que ele conseguiu transmitir um sentimento diferente em cada uma de suas composições. Todas representam muito bem o que ele estava sentindo naquele determinado momento.

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    VEJA SÃO PAULO — O senhor teve a oportunidade de conviver com pianistas brasileiros. Qual é sua opinião sobre esses músicos?
    Rudolf Buchbinder —
    Nelson Freire é um pianista maravilhoso. Não importa se o músico é japonês ou americano, música é a única linguagem do mundo que não exige um tradutor. Jacques Klein foi um bom amigo. É realmente uma pena que tenha morrido.

    VEJA SÃO PAULO — O senhor usa o tempo livre para pintar. Consegue dizer se segue algum estilo?
    Rudolf Buchbinder —
    A pintura é um hobby maravilhoso. É um momento em que preciso ficar quieto. Você pode dizer que faço um realismo fantástico.

    VEJA SÃO PAULO — A respeito de sua coleção de partituras, pode falar sobre a peça mais valiosa?
    Rudolf Buchbinder —
    Meu item mais valioso são as partituras para piano de Brahms, assinadas por ele. Elas foram compradas em um leilão, há cinco anos.

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