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Empresa gaúcha arremata compra do estádio do Guarani

Brinco de Ouro foi vendido em leilão por R$ 105 milhões. Dinheiro será usado para o pagamento de dívidas do clube com a Justiça do Trabalho

Por Estadão Conteúdo 31 mar 2015, 13h02 | Atualizado em 5 set 2025, 17h48
Brinco de Ouro
Brinco de Ouro (Folhapress/)
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O estádio Brinco de Ouro não é mais do Guarani. Na tarde desta segunda-feira (30) uma reunião entre a juíza da 6ª Vara do Trabalho de Campinas, Ana Claudia Torres Vianna, membros da prefeitura de Campinas e empresários, foi consolidada a venda do estádio à empresa gaúcha Maxion Empreendimentos Imobiliários por R$ 105 milhões.

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Darcio Vieira Marques, advogado da empresa, ainda garantiu que o time não jogará mais no estádio porque o objetivo dos compradores é ocupar a área o mais rápido possível. A Justiça do Trabalho aceitou a oferta da empresa de Porto Alegre, que se dispôs a pagar 30% do valor total à vista.

Antes do leilão, a juíza Ana Claudia Torres Vianna havia declarado que não aceitaria menos que R$ 126 milhões, valor mínimo imposto para que o leilão ocorresse. A Maxion, porém, foi única empresa a fazer uma oferta. No último dia 18 de março, três empresas ofertaram muito abaixo do valor mínimo estipulado pela Justiça e, por isso, a juíza recusou.

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Na época, o Grupo Magnum, parceira do futebol do clube no início do ano, ofereceu R$ 55 milhões, enquanto um grupo de empresários de Jaboticabal ofertou R$ 45 milhões. A Lances Negócios Imobiliários foi a empresa que tinha feito a maior oferta, que girava em torno de R$ 60 milhões.

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Agora, a empresa gaúcha deve utilizar o terreno do Brinco de Ouro para a construção de um grande empreendimento imobiliário. O grupo ainda conversará com a prefeitura para uma definição, já que a decisão tomada pela juíza Ana Claudia Torres Vianna não tem validade imediata.

A diretoria do Guarani disse que irá recorrer à Justiça para que o leilão seja anulado. O terreno do estádio, com cerca de 80 mil metros quadrados, em área nobre da cidade, está em penhorado desde 2011 por dívidas que na época ultrapassavam os R$ 50 milhões com a Justiça do Trabalho. Atualmente estima-se que a dívida total beira os R$ 200 milhões.

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