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‘Ela estava muito feliz’, diz irmão de mulher empurrada nos trilhos do metrô

Bruno Oliveira diz que a irmã, Maria da Conceição, pegou metrô porque estava atrasada; ela teve o braço direito amputado e está internada

Por Marcus Oliveira Atualizado em 5 dez 2016, 15h13 - Publicado em 26 fev 2014, 22h47

“Foi uma fatalidade”, assim descreve o jovem Bruno Oliveira o acidente envolvendo a irmã, a encarregada Maria da Conceição de Oliveira, de 27 anos, que teve o braço direito amputado após cair nos trilhos do metrô na estação da Sé, no centro, na manhã de terça-feira (25).

+ Suspeito de empurrar mulher nos trilhos do metrô é preso

Testemunhas disseram que ela foi empurrada por um homem que aparentava ter distúrbios mentais. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom).

Ainda muito abalado, Bruno, de 22 anos, contou que os pais, que vendem sorvete na Vila Medeiros, entraram em choque assim que souberam do acidente, mas que a família vai buscar o responsável pelo ocorrido “até o fim”.

“Ela está bem, falando, consciente. Os médicos tentaram reimplantar o braço, mas não foi possível, por isso ela está tomando morfina para aguentar a dor”, disse o irmão, segundo o qual Maria da Conceição é quem tem dado “força aos pais” e pedido que “não chorem, pois vai sair dessa”.

Funcionária da área de recursos humanos de uma unidade da Unimed no centro, segundo o irmão, ela costuma ir sempre ao trabalho de ônibus, mas na terça usou o metrô por estar atrasada.

Maria da Conceição também estava “animada e feliz”, afirma Bruno, já que era o dia do seu aniversário e ela havia comprado uma roupa para comemorar a data com amigos em um samba na Vila Guilherme, para onde se mudou há três meses para viver com o namorado.

De acordo com a Santa Casa, o estado de saúde da moça é estável. Em nota, o hospital informou que Maria da Conceição está consciente e respira sem a ajuda de aparelhos. Entretanto, passa por tratamento devido a fraturas na costela. O irmão afirma que houve ainda danos na coluna, mas sem gravidade.

Bruno Oliveira diz que a irmã não sabe descrever as circunstâncias do acidente, apenas que estava distraída, usando o celular, ao ser empurrada instantes antes da passagem do trem. 

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