Edifício Copan recebe R$ 13,3 milhões para nova etapa de requalificação
Recursos viabilizam restauro da fachada e modernização estrutural do ícone de Oscar Niemeyer no Centro de São Paulo
O processo de requalificação do Edifício Copan, um dos cartões-postais de São Paulo, avançou com a liberação de R$ 13,3 milhões destinados a uma nova etapa de obras. O recurso será aplicado na recuperação da fachada original e na atualização estrutural do prédio projetado por Oscar Niemeyer, no Centro de São Paulo.
O investimento vem de um programa da prefeitura de subvenção econômica voltado a projetos de retrofit de alta complexidade na região central. O pacote do chamamento público totaliza R$ 200 milhões e contempla 16 empreendimentos, incluindo outros edifícios históricos como o Martinelli e o antigo prédio da Telesp, na Rua 7 de Abril.
No processo de seleção, o Copan obteve 89,45 pontos, o que garantiu o subsídio municipal de cerca de 22% do valor total das obras, sem a incidência de impostos — o edital prevê apoio de até 25% do custo dos projetos. Os repasses serão realizados de forma parcelada, acompanhando o avanço das intervenções e mediante comprovação técnica junto à fiscalização municipal, conforme o cronograma apresentado pela equipe contratada pelo condomínio.
As obras fazem parte de um amplo processo de retrofit, que busca atualizar o edifício aos padrões atuais de segurança, desempenho técnico e sustentabilidade, preservando suas características arquitetônicas.
A iniciativa se insere em um conjunto de ações voltadas à reativação do Centro, com impacto direto na ocupação residencial, na circulação de pedestres e na dinâmica econômica da região.
Intervenções previstas
O projeto de requalificação prevê a recuperação integral da fachada, atualmente afetada por problemas como descolamento de pastilhas, fissuras e exposição de armaduras metálicas com sinais de corrosão. Está prevista a substituição completa do revestimento externo por novas pastilhas cerâmicas produzidas sob encomenda, mantendo a tonalidade original do edifício.
As intervenções incluem ainda o tratamento das camadas de emboço e concreto para eliminar infiltrações, além da instalação de novas pingadeiras em brises horizontais e vigas, corrigindo falhas históricas no escoamento de águas pluviais que aceleraram o desgaste da estrutura.
O projeto também prevê a remoção de elementos que descaracterizaram o edifício ao longo das décadas, como fiações aparentes, vedações irregulares em janelas e fechamentos indevidos de vãos. Um dos pontos centrais é a recomposição dos cobogós da Fachada Sul, que serão restaurados a partir de moldes das peças originais, preservando o ritmo visual e a ventilação natural das unidades.
Completam o conjunto de melhorias o restauro dos caixilhos metálicos, a padronização dos letreiros comerciais e o fechamento seguro da escadaria anexa, adequando o edifício às exigências atuais de uso e segurança sem comprometer seu valor histórico e arquitetônico.





