Defesa pede liberdade para Cristian Cravinhos

Condenado por matar casal Richthofen voltou a ser preso em abril

O advogado Ivan Peterson de Camargo, defensor de Cristian Cravinhos de Paula e Silva, de 42 anos, que cumpria em regime aberto uma pena de 38 anos por atuar junto com o irmão, Daniel, na morte do casal Manfred e Marisia von Richthofen, em 2002, pediu à Justiça a soltura de seu cliente.

 (Reprodução/Veja SP)

Para justificar a solicitação, Camargo juntou no processo uma proposta de emprego oferecida pelo empresário Sebastião Carlos Espinoza, dono de uma firma de sistemas de segurança do Mandaqui, Zona Norte. Se a Justiça aceitar, Cristian, que afirma ser músico, ganhará 954 reais para atuar como auxiliar, de segunda a sexta, das 9h às 18h, com uma hora de almoço.

Além disso, o advogado pediu ao Judiciário que reconsidere o porte da munição como um crime de baixo poder ofensivo. “Não há que se falar em crime equiparado ao hediondo, podendo-se reconhecer o Princípio da Insignificância, por não ofender de forma alguma o bem jurídico tutelado pela norma penal, o que permite reconhecer, em caráter excepcional, até mesmo a atipicidade da conduta, que não representou qualquer perigo para a sociedade”, escreveu o defensor.

O Ministério Público se manifestou contrário à soltura do réu, e a Justiça ainda não se pronunciou sobre a solicitação da defesa.

Cravinhos foi preso em 18 de abril, em Sorocaba, no interior, após discutir com sua ex-mulher, Shailiny de Mello e Silva, com quem tem uma filha de 7 anos, próximo a um bar. Ao fazer uma abordagem, os policiais militares, que haviam recebido uma chamada para atender a uma confusão, encontraram uma bala calibre 9 milímetros no bolso da jaqueta do homem.

Ao ser identificado, Cristian Cravinhos teria oferecido 1 000 reais para que não fosse preso. Ele foi autuado em flagrante por porte de munição e corrupção ativa. Na audiência de custódia, o juiz Mário Mendes de Moura Junior aceitou a denúncia do delegado e determinou a prisão preventiva.

Em depoimento um dia depois da prisão, a gerente de educação Shailiny de Mello, de 31 anos, disse que viveu com Cristian nos últimos onze anos, enquanto ele estava preso em Tremembé, no interior, mas que nos últimos tempos o casal passou a brigar muito e a se separar. No entanto, ambos se encontravam aos fins de semana, numa tentativa de reconciliação.

No dia da prisão de Cristian Cravinhos, a mulher, que mora em São Caetano do Sul, tentou contato por telefone e, como não obteve sucesso, usou um aplicativo instalado no celular do homem (um Iphone 7) para localizá-lo. Chegando a Sorocaba, Shailiny viu Cristian na companhia de uma mulher chamada Dea. Nesse momento houve a confusão e a polícia foi chamada.

Também em depoimento, Dea Aparecida Padilha, 36, disse que conheceu Cristian pela internet, por meio de amigos em comum, e que ambos passaram a conversar. No dia, ele foi à cidade com uma moto Yamaha MT-07, ano 2018, avaliada em 25 000 reais. O veículo está em nome de Shailiny.

Além da menina de sete anos, Cristian Cravinhos tem um outro filho, de dezoito anos, com outra mulher.

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