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Tumulto entre PMs e usuários de drogas toma conta da Cracolândia

Trabalhadores e comerciantes dos arredores relatam uma série de ataques dos moradores de rua nesta tarde

Por Mattheus Goto 11 jul 2023, 18h59 | Atualizado em 11 jul 2023, 20h52
Cerco de policiais militares na Cracolândia.
Cerco de policiais militares na Cracolândia. (Arquivo pessoal/Veja SP)
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Um tumulto entre usuários de drogas da Cracolândia e agentes da Polícia Militar e da GCM (Guarda Civil Metropolitana) tomou conta da região no Centro de São Paulo na tarde desta terça-feira (11).

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Trabalhadores e comerciantes dos arredores relatam que houve uma série de ataques nesta tarde. Segundo a SPTrans, ao menos seis ônibus e um caminhão coletor de lixo foram danificados. Carros também foram depredados.

Em resposta, guardas e policiais usaram bombas de efeito moral para dispersar o grupo (veja o vídeo abaixo). A interdição da via teve início na Rua Conselheiro Nébias e se moveu em direção aos Campos Elíseos.

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Com armas e escudos, os agentes fizeram um cerco no local para bloquear a ação dos usuários. Com a repreensão, o grupo se dispersou. Por volta das 16h, a PM e a GCM desfez o cerco.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que duas pessoas foram presas por vandalismo. O cobrador de um coletivo se feriu ao tentar sair do local. A ocorrência está em andamento no 3º Distrito Policial. Vítimas e testemunhas estão sendo ouvidas.

A região vem sendo alvo de conflitos entre a população do bairro e os moradores de rua, com intervenções do poder público.

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Segundo a contadora Bruna Leardini, 41, que trabalha há vinte anos em um escritório com vista para a Rua Conselheiro Nébias, o local virou foco da ação de usuários da Cracolândia em fevereiro. Desde então, eles fecham a via e não permitem a passagem da população.

“Todo dia eles vão e ocupam a rua. Armam barracas e vendem drogas, consigo ouvir o ‘vuco vuco’ do escritório”, conta, à Vejinha. “Faz duas semanas que a polícia está indo, [os policiais] jogam bombas de efeito moral, assustam eles e vai cada um para um lado. Mas não adianta porque voltam no dia seguinte.”

Bruna afirma que os comerciantes da rua são obrigados a fechar as portas. “Quando ocupam a rua, os comércios têm que fechar. Quando a polícia vem, reabre, mas é um caos”, diz.

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A contadora acredita que a ação dos policiais é passageira e se deve a uma visita do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à região nesta semana.

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