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Após vandalismo, cemitérios de São Paulo vão contratar guarda privada

Ideia é que já no primeiro semestre de 2014 os 24 cemitérios municipais tenham segurança até de madrugada

Por Nataly Costa
8 jan 2014, 19h14 • Atualizado em 5 dez 2016, 15h20
  • Os constantes furtos e o recente caso de vandalismo no Cemitério do Araçá, na Zona Oeste de São Paulo, um dos mais tradicionais da cidade, levaram o Serviço Funerário Municipal a rever o esquema de segurança dos necrotérios. Ainda no primeiro semestre de 2014, a prefeitura pretende lançar um edital para a contratação de uma empresa de segurança privada para ficar 24 horas nos cemitérios. 

    A empresa contratada deverá fazer a segurança dos cemitérios do Araçá, Consolação e Quarta Parada, considerados pelo Serviço Funerário Municipal como os mais problemáticos.

    Hoje, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) é responsável pela segurança diurna – das 7h às 18h – nos necrotérios. Depois disso, entram os Guardas Municipais de Cemitérios (GMC), que funcionam mais como zeladores do que como vigias. Na prática, a maior parte dos cemitérios fica abandonada durante a noite. Mesmo com os portões fechados, os locais acabam invadidos por grupos de jovens e ladrões que roubam placas de bronze, barras de cobre e vasos de plantas. 

    Desde 2008, um projeto da prefeitura tinha como objetivo instalar mais de 90 câmeras nos 24 cemitérios e ligá-las ao sistema da GCM, que poderia monitorá-las à distância. A ideia nunca foi para frente. “A GCM, após estudar as áreas do cemitério, concluiu que havia uma inviabilidade técnica devido à arborização dos cemitérios, que, por sua abundância, acabava por atrapalhar a visibilidade nos setores estratégicos onde as câmeras deveriam ser instaladas. Mediante esses estudos e suas definições, o projeto foi então cancelado”, informou o Serviço Funerário, em nota. 

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    Muito trabalho

    Por ficarem na região central e serem conhecidos pelos jazigos suntuosos, os cemitérios da Consolação e do Araçá são campeões de roubos, segundo o Serviço Funerário. “Esse cemitério (do Araçá) me dá muito trabalho. Sempre tem gente ali para roubar”, conta o delegado do 23º Distrito Policial, Percival Alcântara. Em novembro, a Polícia Civil prendeu um receptador que comprava peças de cemitério e, desde então, os crimes têm diminuído. 

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