Cartas sobre a edição 2310

 

Calçadas

Infelizmente, nossas calçadas são péssimas, tanto esteticamente como em termos de segurança (“Caminhe aqui, se puder”, 27 de fevereiro). Isso sem contar o lixo espalhado. Trabalho n oJardim Paulistano, bairro nobre no qual os passeios são terríveis. Muitos têm as malditas pedras portuguesas. Já levei dois tombos feios: um me causou luxação nas costelas e o outro me levou um dente. Mas a cidade de São Paulo não é exceção. Resido em Itapecerica da Serra, onde esses espaços parecem lixões a céu aberto. Lá é comum termos de andar pelas ruas. Nenhuma autoridade parece se preocupar.

Ursula Metz

Maravilhosa a reportagem sobre a vergonha das ruas de São Paulo, demonstrando o descaso dos políticos municipais com a cobrança de calçadas decentes. Moro no Morumbi e ruas assim não são raridade. É comum encontrarmos árvores e mato impedindo a passagem.

Juarez Tavora Nem Jr.

Avenida Santo AmaroAvenida Santo Amaro

 (/)

Coincidência ou não, eu estava voltando com meus filhos da padaria e pensando como são horríveis e perigosas nossas calçadas, quando chego em casa e recebo a excelente reportagem da revista VEJA SÃO PAULO sobre o assunto. À noite, fui à festa de uma amiga no Morumbi. Havia um poste no meio do pavimento, obrigando minha mulher a se arriscar de salto alto pela rua de paralelepípedos. Há duas semanas, voltei de férias dos Estados Unidos. Quanta diferença na comparação! 

Leopoldo Barretto Jr.

Rua UmburanasRua Umburanas

 (/)

Por força da profissão, poderia citar os malefícios que os passeios irregulares causam à saúde pública — a entorse de tornozelo é a lesão mais comum em qualquer pronto-socorro de São Paulo. Porém, gostaria de exercitar aqui o meu lado prático e meio arquiteto. Nossas calçadas deveriam seguir protocolos de execução de modo que uma se encaixasse na outra. Deveria haver umas dez propostas de desenho, mais qualidade de material — com permeabilidade suficientepara acabar com as enchentesna cidade — e preços adequados combase em diversos orçamentos feitospor firmas particulares de engenharia previamente credenciadas. Além disso, o custo da obra seria descontado do IPTU. Assim, ninguém poderia alegar falta de dinheiro para a reformada sua calçada. Penso que essas sejam soluções racionais para o problema crônico das vias públicas.

Nelson Astur Filho – ex-presidente da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé

Ruas Alvorada e Gomes de CarvalhoRuas Alvorada e Gomes de Carvalho

 (/)

Parabéns a VEJA SÃO PAULO por retratar o problema. Toda a população sofre com a péssima estrutura e qualidade das vias públicas da nossa cidade, que muitas vezes impedem até mesmo a simples locomoção dos pedestres. Isso sem contar os danos causados aos nossos veículos, que enfrentam buracos (ou crateras) — o que nos força a trocas constantes de pneus. Isso é uma vergonha!

Camila Mastrorosa dos Reis

 

Além das calçadas obstruídas, que causam problemas às pessoas, devem ser verificadas as ruas com muitos buracos. Tive vários prejuízos com os pneus e as calotas de meu carro.

Nilce Badaró de Campos Martins

 

Nota da Redação: a metodologia de avaliação usada na reportagem “Caminhe aqui, se puder” (27 de fevereiro) foi inspirada no trabalho da Mobilize Brasil, entidade que é referência em estudos sobre mobilidade urbana no Brasil.

 

Enchentes

A reportagem “Era assim… …e continua assim” (27 de fevereiro) retrata de forma nua e crua a omissão e o descaso com que os últimos prefeito se autoridades municipais cuidaram de nossa querida São Paulo. Responsabilizar a quantidade de água das tempestades pelo caos urbano a que somos submetidos a qualquer chuva é querer desviar a atenção e o foco dos verdadeiros responsáveis pelos transtornos e prejuízos impostos a todos os paulistanos. Esses políticos que sistematicamente iludem a população com promessas surreais e nunca cumpridas deveriam ser convocados pelo Ministério Público para esclarecer os motivos pelos quais não fizeram o que prometeram e, apartir daí, nunca mais se candidatar a cargos eletivos.

Roberto Meir

 

Terraço Paulistano

É uma lástima que a reitora da PUC-SP só se preocupe com as contas da instituição e se esqueça da educação, da cidadania e da legislação ao permitir que os alunos promovam festas semanalmente, dentro do próprio câmpus, que começam às 23 horas e entram pela madrugada, sem horário para terminar, tirando o sono e o sossego de toda a vizinhança (“As novas brigas da reitora”, 27 de fevereiro). Realmente, a civilidade e a educação parecem não ser prioridade nessa instituição que se diz de ensino.

Aline Neves

 

Mistérios da Cidade

Na nota “Novidades em sintonia” (27 de fevereiro), vocês citam o canal TBS, ao qual eu gostaria de assistir, pois apresenta o novo seriado de Charlie Sheen, Tratamento de Choque. Mas a versão é dublada e, assim, perde toda a graça. Sou assinante da TV paga há muitos anos e percebo que vários canais vêm apresentando cada vez mais atrações, filmes e reprises de seriados dublados. Sei que isso acontece por causa dos assinantes recentes, que preferem ouvir o áudio em português, mas os antigos clientes, que fizeram o negócio crescer no Brasil, foram simplesmente esquecidos. Lembro que a opção SAP não é suficiente, pois não tem legendas. Dublagem é para a TV aberta!

Nadia Lopes

 

Educação

Sobre a intenção do secretário de Educação de trazer de volta a repetência no 3º ano do ensino fundamental (“A bomba está voltando”, 20 de fevereiro), acredito que a questão vá muito além de passar ou não de série. Os alunos precisam ser promovidos ou retidos de acordo com sua capacidade. Os professores devem ser qualificados e estar preparados para lidar não somente com os estudantes que têm facilidade e são esforçados, mas também — e principalmente — com aqueles que apresentam maiores dificuldades de aprendizado e demandam mais tempo para aprender. Daí, não se trata de passar de ano, e sim de formar cidadãos com conhecimento suficiente para cursar a série em que estão matriculados.

Daniela Gomes dos Santos

 

ESCREVA PARA NÓS

E-mail: vejasp@abril.com.br

Cartas: Caixa Postal 14110, CEP 05425-902, São Paulo, SP

As mensagens devem trazer a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do remetente. Envie para Diretor de Redação, VEJA SÃO PAULO. Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente.

Atendimento ao leitor: tel. (11) 3037-2541

Sobre assinaturas: tel. (11) 5087-2112

Atenção: ninguém está autorizado a solicitar objetos em lojas nem a fazer refeições em nome da revista a pretexto de produzir reportagens para qualquer seção de VEJA SÃO PAULO.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s