Avatar do usuário logado
Usuário

Quantos veículos circulam por São Paulo ao certo?

Em fevereiro, Detran emplacou 1.184 novos carros por dia e anunciou que a frota da cidade atingiu quase 7 milhões de veículos

Por Carolina Giovanelli, Catarina Cicarelli, Daniel Salles, Giovana Romani, Isabella Villalba, Manuela Nogueira, Mauricio Xavier e Tomás Chiaverini
1 abr 2011, 18h40 • Atualizado em 29 dez 2016, 13h53
  • De Volks em Volks, de Fiat em Fiat, de moto em moto, São Paulo deve atingir a qualquer momento a marca de 7 milhões de veículos, de acordo com a tabulação oficial do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Mas nem o órgão sabe ao certo medir a precisão desse universo, que inclui carros registrados desde o início do século passado na frota da cidade (do ano de 1901, por exemplo, há 215 unidades). Veículos de décadas tão longínquas, é claro, não compõem a frota circulante da cidade e, assim, têm peso zero na dinâmica dos congestionamentos. Mesmo a contabilidade de carros que já viraram sucata é subestimada. O Detran exclui do resultado final apenas as baixas informadas pelos proprietários e o último “saneamento da frota” (em que, além das baixas, foram riscados da conta os carros transferidos para o interior), feito em 2005.

    Diante da dificuldade em entender o contingente circulante por meio de dados oficiais, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) tenta criar estimativas que se aproximem ao máximo da realidade, tirando do total carros que nunca saem da garagem. Para a CET, com muito mais realismo que o Detran, a frota paulistana em atividade é de aproximadamente 3,8 milhões de veículos. O número é calculado com base na contagem de automóveis por agentes localizados em pontos específicos da cidade, como o topo de prédios e cruzamentos de grande movimentação. Depois a amostragem passa por uma equipe de matemáticos que projetam estatisticamente o total de veículos.

    Outro mistério paulistano é a medição da quilometragem de congestionamentos. De acordo com a CET, a média diária de engarrafamentos em 2010 foi de 99 quilômetros, considerando-se os picos da manhã e da tarde. O cálculo se baseia em câmeras de vigilância e na contagem feita por agentes localizados em pontos estratégicos. Por esse método é possível monitorar apenas 868 quilômetros, cerca de 5% das vias do município.

    A Rádio SulAmérica Trânsito e a empresa Apontador/MapLink divulgam desde dezembro outro tipo de medida, com resultados bem diferentes. O novo sistema afere o fluxo da cidade por meio de transmissores presentes em aparelhos de GPS de várias marcas. A partir daí, um programa de computador é capaz de calcular a fluidez do trânsito praticamente em tempo real. Hoje, o sistema da rádio recebe informações de aproximadamente 1 milhão de veículos. Isso permitiria que fossem monitorados, em tese, todos os 17.000 quilômetros de ruas e avenidas, desde que por eles estivessem circulando veículos com o equipamento. Com o aumento da área monitorada, naturalmente mudam também as conclusões sobre os engarrafamentos. Segundo essa metodologia, a média dos picos de lentidão tem sido de 230 a 300 quilômetros no período da manhã e de aproximadamente 300 quilômetros na parte da tarde.

    Continua após a publicidade

      

    Quantos veículos circulam por São Paulo ao certo?

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja SP* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do SP

    A partir de 29,90/mês