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“Perdi meu filho em meus braços”, diz Cafu ao fazer 50 anos

Em depoimento, publicado ontem (7), no dia de seu aniversário, jogador falou da perda

Por Redação VEJA São Paulo - 8 Jun 2020, 14h24

O ex-jogador e pentacampeão Cafu celebrou seu aniversário de 50 anos neste domingo (7). O atleta aproveitou a ocasião para falar, pela primeira vez, sobre a morte do filho, Daniel — o rapaz sofreu um infarto em 2019, aos 30 anos de idade, durante uma partida de futebol na casa da família, na região de Barueri.

“No dia 4 de setembro de 2019, Deus levou meu filho, Danilo Feliciano de Morais. Ele tinha apenas 30 anos. Alguns acontecimentos neste mundo são inexplicáveis. Não há rima nem razão. Perdi meu filho em meus braços. Eu tentei salvá-lo e ajudá-lo, mas ele partiu”, desabafou o jogador, que desde o ocorrido tem mantido a discrição.

“Este era e é um sentimento de vazio, é uma sensação horrível. Às vezes nos sentimos impotentes, outras vezes nos sentimos tão fortes em nossos corpos e mentes, mas em um dado momento como esse, sua força física é o mesmo que nada, não ajuda. Por não conseguir salvar seu próprio filho, você se sente completamente fraco”, acrescentou Cafu.

Cafu e os filhos: Danilo (de camiseta branca) passou mal durante jogo de futebol Reprodução/Veja SP

Na reflexão, em tom de desabafo, o jogador também diz compartilhar da dor de vítimas da pandemia de Covid-19. “Hoje estou completando 50 anos. É um aniversário marcante, mas será uma comemoração completamente diferente das demais. Em virtude da pandemia que está ocorrendo, estarei longe de muitas pessoas que são próximas a mim, e após completar um ano de um pesadelo que jamais imaginei passar, sinto que hoje é um bom momento para compartilhar e lidar com as emoções de milhões de perdas de todo o mundo, estou convencido do que estamos sentindo agora.”

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Apesar da dor sentida e tempos turbulentos, Cafu termina o depoimento em tom positivo: “Neste momento, estamos enfrentando tempos sombrios, mas como diz o ditado: a noite é sempre mais escura antes do amanhecer. Peço a todos que se protejam, fiquem em casa, fortifiquem-se, fiquem juntos. Cuidem uns dos outros e lembrem-se que um dia, em breve, isso tudo acabará.”

 

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