3 perguntas para…Bebel Gilberto
A cantora fala de sua relação com a cidade e de seu novo trabalho
Nascida e radicada em Nova York, a cantora Bebel Gilberto pertence a um clã ilustre: é filha de João Gilberto e Miúcha, sobrinha de Chico Buarque e neta do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982). Depois de uma carreira “brasileira” que inclui um LP dedicado ao sambista Geraldo Pereira e parcerias com Cazuza, ela começou a fazer a cabeça dos gringos com o álbum ‘Tanto Tempo’ (2000), no qual juntava bossa nova e eletrônica. ‘All in One’, que vem lançar no Teatro do Sesc Pompeia entre sexta (28) e domingo (30), é o quarto trabalho dessa fase internacional.
Você mantém alguma relação com São Paulo?
É uma cidade onde passo pouco tempo, mas da qual tenho boas lembranças. Recentemente, no trânsito, fui recordando o tempo em que saíamos de carro da casa da minha avó Maria Amélia (morta no último dia 4, aos 100 anos), no Pacaembu, para levar o meu avô à USP.
Seu novo disco soa menos eletrônico do que os outros trabalhos. Por quê?
Na verdade, o CD tem muitas programações eletrônicas, mas elas ficaram mais escondidas desta vez. Concordo que ele soe mais orgânico, até pelo uso de violão, cavaquinho, bateria. É o meu álbum mais brasileiro. Fiquei muito tempo na Bahia e, mesmo em Nova York, trabalhei com músicos brasileiros. Antes, a produção era internacional do começo ao fim.
Você registrou uma canção do enxuto repertório de compositor do seu pai, João Gilberto. Como foi gravar Bim Bom?
Encontrei o Daniel Jobim no estúdio. Estávamos pensando em ideias de faixas e ele começou a tocar no piano Borges foi acompanhando na bateria. Ela acabou saindo como um improviso de voz, piano e bateria. Só não quis fazer com o violão, como na gravação do papai.
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