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Em São Paulo, volta às aulas presenciais só deve ser definida após 10 de novembro

A Secretaria Municipal de Saúde aguarda censo sorológico em estudantes e professores para tomar uma decisão

Por Redação VEJA São Paulo - 29 set 2020, 15h16

O retorno às aulas presenciais na cidade de São Paulo deve ser definido depois do dia 10 de novembro. Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde, disse nesta terça-feira (29) que a gestão municipal aguarda os resultados da testagem de professores, servidores e alunos das escolas municipais para tomar a decisão.

Em entrevista à GloboNews, Aparecido falou sobre a situação. “A gente acredita que em até 40 dias concluiremos todo o censo. Fazer essa testagem em massa vai permitir o retorno seguro às aulas presenciais”, afirmou.

“Não podemos fazer qualquer decisão dessa natureza até no mínimo o início de novembro. (A espera) permite que a gente confirme os números do inquérito sorológico”, explicou.

O secretário argumentou que 18,4% das crianças da rede municipal confirmaram a Covid-19, sendo 70% delas assintomáticas. A prevalência entre professores foi de 7,2%.

No dia 17 de setembro, Bruno Covas, prefeito de São Paulo, autorizou a retomada das aulas presenciais em universidades a partir do dia 7 de outubro. Atividades de reforço para os ensinos infantil, fundamental e médio também poderão ocorrer a partir da data. 

Como ocorrerão os testes

O mapeamento da Covid-19 nas escolas municipais de São Paulo será feito por meio de testes em massa realizados em um total de 770 mil professores, alunos e demais servidores das unidades. O procedimento deve começar na próximo quinta-feira (1) e será essencial na decisão de retorno às aulas presenciais na cidade.

A secretaria municipal da Saúde enviará comunicados aos pais dos estudantes e aos professores, que deverão ir às escolas. As UBSs de cada região oferecerão apoio ao serviço com a coleta dos materiais.

A primeira fase do censo sorológico vai acontecer entre o dia primeiro e 15 de outubro. Nela, serão testados 93 mil professores com menos de 60 anos, 45 mil estudantes do nono ano, 41 mil alunos do terceiro ano do Ensino Fundamental e mais 2.400 do Ensino Médio.

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