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As “gafes” que marcaram o primeiro trimestre da gestão Doria

No domingo (26), o prefeito disse que a Lapa ficava na Zona Norte – quando, na verdade, está na Zona Oeste. Confira outros seis "escorregões" de João Doria

Por Mariana Gonzalez Atualizado em 28 mar 2017, 10h27 - Publicado em 27 mar 2017, 17h24

Prestes a completar três meses na gestão municipal, João Doria Jr. coleciona gafes que viraram piadas na internet. A mais recente delas aconteceu na manhã de domingo (26), antes de sair para um mutirão do programa Calçada Nova.

Enquanto tomava café da manhã ao lado da esposa, Bia Doria, o prefeito fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais e informou aos seguidores que estava indo para a Lapa, tradicional distrito da Zona Oeste. No vídeo, porém, Doria errou a localização e disse que o bairro fica na Zona Norte.

Não foi a primeira vez que o prefeito errou a localização de bairros. Em 2011, ele confundiu Itaim Bibi com Itaim Paulista – além de estarem em direções totalmente opostas, o primeiro fica em uma região nobre e o segundo, na periferia.

Confira outras seis “gafes” protagonizadas pelo prefeito:

1) “Já viu a turma da esquerda gostar de trabalhar?”

João Doria costuma deixar claro que tem um posicionamento conservador, o que, muitas vezes, causa repercussão sobretudo entre seus opositores. No sábado (25), durante um fórum com grandes empresários no Guarujá, no litoral sul paulista, ele questionou: “Já viu a turma da esquerda gostar de trabalhar?”, ao defender a reforma trabalhista. Completou, dizendo: “Pergunta ao Lula se ele gosta de trabalhar. Ele trabalhou oito anos na vida e tem aposentadoria, tríplex, fazendinha, sitiozinho.” Causou frisson nas redes sociais.

  • 2) Infração grave e cinco pontos na carteira

    Em fevereiro, o prefeito apareceu em um vídeo nas redes sociais sem cinto de segurança, dentro de um carro em movimento. Nas imagens, Doria está sentado no banco do passageiro enquanto conversa com a câmera, posicionada no banco de trás do carro.

    A gravação foi feita durante o trajeto até a Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, onde encontraria o governador Geraldo Alckmin. Os internautas foram os primeiros a notar o erro  que pode custar ao motorista do carro 5 pontos na carteira e uma multa de 195,23 reais.

    Isso porque, de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, “é obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran)”.

    3) Muro “muito cinza”

    Apagar os grafites da Avenida 23 de Maio foi uma das medidas mais polêmicas do prefeito até agora. A ação fez parte do Cidade Linda, programa da prefeitura que pretende evitar pichações, grafite, cartazes e outras intervenções que a gestão considera negativas para a paisagem.

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    Acontece que, depois de pintar de cinza toda a extensão grafitada da 23 de Maio, o secretário da Cultura reconheceu que a via ficou “muito cinza” e voltou atrás. Agora, a promessa é promover um festival de grafite para trazer as cores de volta ao local. Doria declarou recentemente que pretende cobrir os muros acinzentados com vegetação.

    Funcionário apaga grafites da Avenida 23 de Maio: decisão polêmica Marcelo Camargo/Estadão Conteúdo/Veja SP

    4) Varreu, mas não limpou

    A primeira semana de Doria no cargo foi marcada por mutirões de limpeza pela cidade. No primeiro dia útil do ano, ele se vestiu de gari e saiu varrendo a Praça 14 Bis, no Centro. O “ato falho” da ação é que, horas antes, um time de garis já havia passado por ali e feito a maior parte da limpeza – além de recolher o entulho, os funcionários cortaram a grama e taparam alguns buracos na via.

    Nas primeiras semanas do ano, o prefeito se vestiu de gari, de marronzinho da CET e andou de cadeira de rodas pelas ruas da capital. Os internautas, claro, não perdoaram as “fantasias”, que viraram piada nas redes sociais.

    5) “Crianças defeituosas”

    Depois de ter sua vitória confirmada, em outubro de 2016, o prefeito declarou que doaria seu holerite para instituições beneficentes. “A primeira entidade que vai receber meu salário é a AACD, associação para crianças defeituosas”, declarou o prefeito, enquanto visitava o bairro de Perus, na Zona Oeste. A sigla da instituição, na realidade, significa Associação de Assistência à Criança Deficiente. 

    Associação de Assistência à Criança Defeituosa” foi, de fato, o nome da AACD até 2000. A assessoria do prefeito se desculpou e tentou justificar o erro com o nome antigo, considerado politicamente incorreto. A mudança, aliás, aconteceu após um plebiscito entre os próprios pacientes da instituição, que consideraram o adjetivo “defeituoso” inadequado. 

    6) Secretarias “fantasma”

    A promessa de reduzir gastos da prefeitura em tempos de crise foi cumprida e, antes de assumir o cargo, João Doria anunciou que cortaria algumas secretarias – dentre elas, a “LGBT” e a da “Juventude”. O problema é que nunca houve secretaria “LGBT”, nem da “Juventude”, na capital.

    A declaração provocou uma enxurrada de críticas, que acusavam Doria de não conhecer bem a estrutura da prefeitura que estava prestes a assumir. Na verdade, as pastas LGBT e Juventude eram apenas coordenações que funcionavam dentro da Secretaria de Direitos Humanos, criada por Fernando Haddad em 2013.

    As secretarias de Promoção da Igualdade Racial, Política para as Mulheres e Direitos Humanos foram extintas e se transformaram em coordenações da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, sob responsabilidade de Soninha Francine

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