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Personagens do Parque Santo Antônio: Aldeíza Milfont

A mulher de 52 anos perdeu o filho em 2008, quando o segurança de uma loja atirou nele

Por João Batista Jr.
18 ago 2012, 00h51 • Atualizado em 18 ago 2025, 10h38
  • Aldeíza Milfont, de 52 anos, só pega no sono com a ajuda de remédios. Mesmo assim, todos os dias antes de dormir, é acometida por um grande aperto no peito, provocado por saudade e revolta. Em novembro de 2008, seu filho, então com 23 anos, tomou um tiro de um segurança da loja das Casas Bahia que fica na divisa entre o Santo Antônio e o Capão Redondo. Ele havia ido ao local para comprar um colchão. Iria dormir a primeira noite na casa que acabara de alugar com a namorada. Tombou segurando na mão a nota fiscal do produto.

    + A cada seis dias, uma pessoa é morta no Parque Santo Antônio

    Segundo testemunhas, o vigia teria confundido o rapaz com um bandido. “Ele foi morto por vestir bermuda e chinelo. E, acima de tudo, porque era moreno”, afirma Aldeíza, indignada. Gustavo, que ficou órfão do pai aos 7 meses, é criado hoje pela avó. Em março deste ano, a Justiça condenou o segurança a dezoito anos de prisão. Ele recorre em liberdade.

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