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Alarme que teria salvo Brumadinho tocará na Paulista neste sábado

Homenagem será da esquina na Avenida Paulista com a Rua Pamplona

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 25 jan 2020, 11h07 - Publicado em 25 jan 2020, 10h48

No dia em que a tragédia de Brumadinho completa um ano, o Instituto Camila e Luiz Taliberti vai promover uma homenagem às vítimas na esquina da avenida Paulista com a rua Pamplona, a partir das 12h15. Às 12h28, um alarme tocará. No dia do acidente na barragem de rejeito de minério de ferro da Vale, o aviso sonoro que poderia ter salvo pelo menos parte das vítimas não funcionou.

Os organizadores pedem que os participantes usem camiseta branca em lembrança a amigos e familiares mortos. Os irmãos Camila e Luiz Taliberti, de 33 e 31 anos, o pai deles, Adriano da Silva, 61, a esposa de Adriano, Maria Lurdes Bueno, 58, e a esposa de Luiz, Fernanda Damian, 30, grávida de cinco meses, estavam na lista de hóspedes da Pousada Nova Estância, soterrada pela lama. O Instituto Camila e Luiz Taliberti foi criado em memória deles.

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No rompimento da barragem mineira, morreram 270 pessoas _os corpos de 11 delas ainda não foram encontrados, e os bombeiros da região permanecem trabalhando nas buscas. Eles já investigaram 96% da área atingida a três metros de profundidade.

No último dia 21 de janeiro, o Ministério Público de Minas Gerais denunciou 16 pessoas, incluindo o ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman, por homicídio doloso duplamente qualificado pelo rompimento da barragem. Ninguém ainda foi punido pela tragédia.

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