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Prédios paulistanos dos anos 40 da capital têm abrigos antiaéreos

Um exemplo é o Restaurante Nuevo Mexico, em Santana; esse tipo de proteção é legado da guerra

Por Mauricio Xavier [com reportagem de Alessandra Freitas e Gabriel Bentley]
30 jul 2016, 00h00 • Atualizado em 5 set 2025, 18h19
Bunker Restaurante Nuevo Mexico
Bunker Restaurante Nuevo Mexico (Leo Martins/)
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  • Quem procura apartamento na capital nos dias de hoje costuma se interessar por determinados diferenciais no condomínio, como playground, lavanderia e academia. Em meados dos anos 40, no entanto, um aspecto peculiar chamava atenção nos anúncios de imóveis. Em alguns edifícios era possível encontrar abrigo antiaéreo, destinado a proteger os moradores do ataque de bombas. A construção desse tipo de espaço começou a se disseminar por aqui em 1942, quando o presidente Getúlio Vargas anunciou a entrada do Brasil na II Guerra Mundial. 

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    Na mesma época, ele assinou um decreto que exigia a instalação dessas estruturas defensivas em prédios com mais de cinco andares ou área superior a 1 200 metros quadrados. Mesmo após o fim do conflito, em 1945, o negócio continuou sendo requisitado. Dois anos depois, por exemplo, um bunker foi erguido no Hotel Bourbon a pedido da condessa italiana Leonor Spazacattani, traumatizada com os bombardeios em seu país de origem.

    Restaurante Nuevo Mexico
    Restaurante Nuevo Mexico ()

    Confira o atual uso de alguns desses locais, como o que existe no Restaurante Nuevo Mexico, em Santana.

    tabela mistérios abrigo antiaereo
    tabela mistérios abrigo antiaereo ()
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