A história das estradas paulistas
Exposição de fotos no Memorial da América Latina comemora os 75 anos do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER) e traz curiosidades sobre a construção das principais rodovias paulistas
Famosa por sua beleza, a Rio-Santos faz parte de uma rodovia federal, a BR 101, que percorre quase todo o litoral brasileiro, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Seu trecho paulista, aberto em 1956, tem 287 quilômetros. Como mostra a foto acima, esta foi uma das últimas estradas do país a utilizar carroças puxadas por cavalos ou burros em sua construção. Embora na década de 50 já existissem máquinas que fizessem o trabalho de terraplenagem, o acesso ao Litoral Norte era precário e só animais chegavam a locais com declive acentuado.
Com 145 quilômetros de extensão, a Dom Pedro I liga a rodovia Presidente Dutra, em Jacareí, à Anhanguera, em Campinas. Aberta em 1972, ela facilitou a vida de quem ia de uma cidade para a outra. Antes, era preciso rodar 35 quilômetros a mais. Uma volta tão grande que incluía passar pela capital e enfrentar o trânsito sempre complicado da Marginal Tietê. Pela estrada, inaugurada durante o aniversário dos 150 anos da Independência do Brasil, passam atualmente 55 000 veículos por dia.
Inaugurada em 1844, após sete anos de obras, a Rodovia Caminho do Mar é considerada a primeira estrada pavimentada da América do Sul. Seus 35 quilômetros ligam São Bernardo do Campo a Santos. Eram percorridos, inicialmente, de carruagem. A primeira vez que um carro completou o trajeto foi em 1908, numa viagem que durou 25 horas. A via está desativada desde a década de 80. Atualmente, a Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo organiza passeios a pé por suas curvas em zigue-zague, com visitas a áreas intocadas de Mata Atlântica, mirantes, quedas-d’água e construções históricas.
Nos 25 quilômetros de seu trecho urbano, entre São Paulo e Cotia, a Raposo Tavares recebe 140 000 veículos por dia. Fica invariavelmente congestionada nos horários de pico. Inaugurada em 1952, começou a mudar a cara das cidades à sua margem a partir da década de 60, quando paulistanos se viram atraídos pelos condomínios que surgiam ali. Com 645 quilômetros, a estrada vai até Presidente Epitácio, no extremo oeste paulista. Durante suas obras de construção, os operários tiveram de lidar com algumas peculiaridades. A mistura do concreto usado na pavimentação, por exemplo, tinha de ser feita de madrugada, para que o calor do dia não fizesse a água evaporar e provocasse rachaduras no solo.
Memorial da América Latina. Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, 3823-4600, Metrô Barra Funda. Terça a sábado, 9h às 18h. Grátis. Até dia 15. A partir de terça (11).
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