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Tudo Sobre Cinema

Netflix e Amazon Prime Video: 20 bons filmes sobre relações familiares

Entre as atrações estão O Filho de Jean e Meu Nome É Ray, que ficaram inéditos nos cinemas brasileiros

Por Miguel Barbieri 10 set 2020, 14h34

Filmes sobre famílias. Relacionamentos entre pais, mães, filhos e filhas. Eis os temas destes vinte filmes que eu escolhi para você assistir. Boas sessões!

Meu Nome É Ray > Exibido no Festival de Toronto em 2015, o filme só chegou às telas americanas quase dois anos depois e nunca foi lançado nos cinemas brasileiros. Houve uma polêmica em torno da produção: Elle Fanning ficou com o papel de um transgênero, o que causou descontentamento na comunidade LGBTQ+. Mas a atriz dá conta de interpretar Ramona, a adolescente de Nova York que, aos 16 anos, quer fazer a transição com hormônios por se identificar com o gênero masculino. Sua avó (Susan Sarandon), que é lésbica, não consegue compreender a decisão da neta, e a mãe (Naomi Watts), em dúvida, decide pedir o conselho do pai biológico. O foco acaba saindo um pouco da jovem protagonista para também abraçar os conflitos das parentes. Netflix.

Frank and Cindy > Em 2007, o diretor G.J. Echternkamp fez um documentário sobre Frank Garcia, seu padrasto e baixista da banda OXO, que fez relativo sucesso na década de 80. Em 2015, ele decidiu ficcionalizar a história com atores para mostrar a conturbada relação que tinha com Frank (Oliver Platt) e com sua mãe (Rene Russo). Johnny Simmons interpreta GJ, o filho que volta de Nova York para Los Angeles para fazer faculdade de cinema. Enquanto Frank se afunda cada vez mais na bebida, Cindy, já livre do álcool, quer manter distância do marido e arranjar um trabalho. GJ, então, tem a ideia de registrar esse caótico cotidiano com uma câmera. O resultado sai melhor do que a encomenda. Netflix.

Never Steady, Never Still > É marcante e incômoda a atuação da atriz escocesa Shirley Henderson. Ela interpreta Judy, uma dona de casa que tem a doença de Parkinson em estágio avançado. Numa região gélida do Canadá, conta com o apoio do marido (Nicholas Campbell) para fazer as tarefas mais básicas. O filho (Théodore Pellerin), de 18 anos, está na descoberta da sexualidade e é obrigado pelo pai a trabalhar numa refinaria de petróleo. Uma perda para lá de inesperada vai dar novo rumo à família. A diretora Kathleen Hepburn transformou em longa-me­tragem um curta homônimo, realizado por ela em 2015. Além do excepcional trabalho da protagonista, o registro singular do rigoroso inverno canadense reflete o cotidiano extenuante da personagem. Amazon Prime Video.

Pastoral Americana > A adaptação do livro homônimo de Philip Roth tem caprichada produção de época e elenco afinado. Na trama, Seymour Levov, conhecido como Sueco (Ewan McGregor), enfrenta o pai tradicionalista e casa com uma mulher (Jennifer Connelly) fora da comunidade judaica de Nova Jersey, no fim da década de 40. Herdeiro de uma fábrica de luvas, ele tem uma relação muito próxima com a filha. Mas, já adulta, Merry (Dakota Fanning) se revolta contra o modo burguês da família e se alia a movimentos radicais contra a Guerra do Vietnã. Um atentado a bomba dá indícios de que a jovem pode estar envolvida no crime. E Merry desaparece. Ambicioso por levar às telas um consagrado romance, o também diretor McGregor fez um filme com algumas falhas narrativas, mas que consegue mostrar a destruição/separação de uma família por causa de ideais e posições políticas. Netflix.

Mad World > Tung (Shawn Yue) sai de um hospital psiquiátrico e é levado pelo pai (Eric Tsang) para morar com ele num quarto simples e compartilhado num edifício com outros moradores. O rapaz é bipolar e alterna momentos de estabilidade com outros de profunda tristeza. Um dos motivos é a herança genética, já que sua mãe também era uma mulher deprimida. Chun Wong, diretor de Hong Kong, faz sua estreia no longa-metragem com um triste registro sobre o preconceito sofrido por pessoas com doenças mentais. Embora com falta de informações para o tratamento, o pai tenta contornar os problemas dando apoio e condições de vida ao filho. A relação entre eles emociona. Netflix.

O Filho de Jean > Mathieu Capelier (Pierre Deladonchamps) mora em Paris, está separado e tem um filho. Recebe, então, um telefonema do Canadá. Na ligação, Pierre (Gabriel Arcand) faz uma revelação: o pai dele, Jean, morreu, deixou uma encomenda como herança e ele ficou encarregado de entregar o pacote. Sem nem mesmo saber da existência do pai, Mathieu faz as malas e parte para Montreal. Ele quer conhecer seus meios-irmãos e a mulher com quem seu pai formou uma nova família, além de comparecer ao velório. Lá, Pierre o recebe friamente, e Mathieu, aos poucos, se dá conta dos tipos que terá de enfrentar, já que seus parentes são interesseiros e grosseiros. O registro familiar ganha uma comovente surpresa nos minutos finais, capaz de levar às lágrimas os mais emotivos. Amazon Prime Video.

A Sun > O jovem A-Ho (Wu Chien-Ho) se envolveu numa agressão e foi condenado a ficar alguns anos num reformatório. Seu pai (Wen Chen Yi), então, corta relações com o rapaz e passa a admirar apenas o outro filho. Mas os conflitos domésticos só pioram, sobretudo quando uma garota de 15 anos revela estar grávida de A-Ho. Vencedor do troféu de melhor filme em 2019 no Golden Horse, premiação do cinema de Taiwan, o drama é uma cativante crônica social de uma família de classe média de Taipé. Envolvidos em sucessivos transtornos e tragédias, os personagens de pais e filhos ganham veracidade ímpar em suas constantes mudanças de comportamento. Netflix.

Assunto de Família >A trama do drama japonês começa com o senhor Osamu (Lily Franky) e o garoto Shota (Kairi Jyo) roubando comida num supermercado. Na sequência, a dupla leva uma garotinha de 5 anos, faminta e solitária, para a casa. Lá, num espaço apertado, ainda convivem uma idosa, a quem todos chamam de vovó, e duas mulheres. O diretor Koreeda vai, aos poucos, desvendando quais as verdadeiras relações entre esses personagens marginalizados — uma família unida por afetividades e interesses. Netflix. 

Dear Ex > Representante de Taiwan no Oscar 2020, a história enfoca a trajetória de um garoto que, cansado de viver com sua mãe histérica, vai atrás do amante de seu pai, que morreu. Netflix. 

Como Nossos Pais > Maria Ribeiro interpreta Rosa, de 38 anos, mãe de duas meninas, casada com um ativista (papel de Paulo Vilhena), que se descobre diante de uma crise familiar. Isso porque, depois de algumas taças de vinho, sua mãe (Clarisse Abujamra) surpreende com uma revelação sobre a verdadeira identidade do pai de Rosa. A partir desse mote, tem início um registro afetuoso e maduro de relações entre mães, pais e filhos. Netflix. 

Beautiful Boy > Steve Carell é o pai que tenta proteger seu filho (Timothée Chalamet) das drogas. Mas pouco consegue. Amazon Prime Video. 

O Retorno de Ben > Julia Roberts e Lucas Hedges são Holly e Ben, mãe e filho na trama. Na véspera do Natal, ele volta para casa e causa divisão de opiniões. Internado numa clínica de recuperação, Ben diz ter sido liberado para passar as festas com seus parentes. Holly se enche de alegria, mas a irmã dele (Kathryn Newton) e o padrasto (Courtney B. Vance) são contra a visita. Com um voto de confiança, o jovem será monitorado 24 horas. A partir daí, o drama desalinhava o passado do rapaz em meio às drogas e ao tráfico. Amazon Prime Video. 

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Todos Já Sabem > Penélope Cruz interpreta Laura, mãe de um casal de filhos, que mora na Argentina com o marido (Ricardo Darín). Ela volta ao vilarejo natal para o casamento da irmã e tem uma surpresa durante a festa: sua primogênita adolescente some. Paco (Javier Bardem), ex-empregado da família e ex-namorado de Laura, vai ajudá-la a solucionar o mistério. Amazon Prime Video. 

O Despertar de um Homem > Nos anos 50 Caroline Wolff (Ellen Barkin), uma mãe solteira, conhece Dwight Hansen (Robert De Niro), um mecânico de automóveis e, assim, pensa ter encontrado uma solução para sua vida. Mal sabe ela que Tobias (Leonardo DiCaprio), seu único filho, passará maus bocados nas mãos do padrasto. Amazon Prime Video. 

Pais & Filhas > O drama se passa em dois tempos. Na década de 80, o premiado escritor viúvo Jake Davis (Russell Crowe) é aconselhado a se internar numa clínica por estar atravessando um período de instabilidade mental. Deixa, então, sua pequena filha, Katie (Kylie Rogers), aos cuidados da irmã de sua falecida esposa. Nos dias de hoje, Katie (Amanda Seyfried) virou uma mulher afetivamente fria, que transa compulsivamente. Netflix. 

Casa Grande > Hugo (Marcelo Novaes), um executivo do ramo financeiro desempregado, vive de empréstimos dos amigos e se esforça para manter o padrão e a postura de patrão dos tempos de vacas gordas. O protagonista, porém, é seu filho, Jean (Thales Cavalcanti), um adolescente que procura entender a transformação do mundo à sua volta. Ele recorre ao colo da empregada para desabafar e tenta conquistar uma garota a fim de diferenciar sexo de amor. Netflix.

Viver Duas Vezes > Entre o humor e o drama, a história mostra o processo de perda de memória do professor de matemática aposentado Emilio (Oscar Martínez). Solitário e ranzinza, ele quer realizar um último desejo antes de as lembranças sumirem completamente: reencontrar seu primeiro amor. A filha, sem saber direito como lidar com a situação, vai se envolver com esse reencontro. Netflix. 

Lolo – O Filho da Minha Namorada > A quarentona Violette passa férias de verão na praia quando conhece Jean-René (Dany Boon). Divorciado, o cara é caipira, brega e sensível às paixões. Quando ele muda para Paris, o então improvável caso de amor engrena. Mas há uma pedra no sapato no relacionamento: Lolo (Vincent Lacoste), o ciumento e possessivo filho de Violette. Netflix. 

Isi & Ossi > A alemã Isi (Lisa Vicari) vem de uma família milionária e quer o dinheiro de sua poupança para fazer um curso de gastronomia. Seus pais são radicalmente contra. A jovem, então, tem uma ideia. Ao conhecer o pobretão Ossi (Dennis Mojen), ela faz um acordo para que, em troca de grana, ele se passe por seu namorado e, assim, prejudique a imagem de seus nobres parentes. Netflix. 

Lost Girls — Os Crimes de Long Island > Durante alguns meses de 2010, Mari Gilbert empreendeu uma busca desesperadora. Sua primogênita, Shannan, desapareceu após ter tido um encontro num condomínio fechado nas cercanias de Long Island. A jovem ganhava dinheiro como “profissional do sexo”, mas Mari relevou o passado da filha e enfrentou com unhas e dentes a polícia para que o caso fosse solucionado. 

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