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“Não é nosso papel crucificar ninguém”, diz Monica Iozzi

Atriz falou sobre caso de assédio na Globo, envolvendo José Mayer, em coletiva de nova série

Por Tatiana Izquierdo Atualizado em 6 abr 2017, 19h02 - Publicado em 6 abr 2017, 18h57

Protagonista da próxima minissérie da Rede Globo, Vade Retro, a atriz Monica Iozzi participou nesta quinta (6) da coletiva de imprensa que marcou o lançamento da comédia. Ela interpretará a advogada Celeste, malsucedida nos negócios e no amor. Foi uma das poucas do elenco a comentar sobre o recente caso de assédio sexual ocorrido dentro da emissora onde é contratada.

“Estamos vivendo a primavera das mulheres. O episódio saindo de dentro de uma empresa do tamanho da Globo serve como primeiro passo para uma grande luta”, afirmou.

Questionada sobre a adesão ao movimento #MexeuComUmaMexeuComTodas, que apoia a figurinista Susllem Tonani (ela fez um relato no último dia 31, acusando o ator José Mayer de abuso sexual), Monica argumentou que a ideia partiu das funcionárias.

“As produtoras, as figurinistas e todo o pessoal de produção veio nos procurar. A ideia não partiu das atrizes, mas aderimos sem pestanejar. Já que é um tema que está mexendo com tanta gente, por que não? Não estamos falando especificamente do caso do Zé e da Su. Estamos falando de tudo, de todas”, contou.

Em referência ao comportamento de Mayer, Monica afirmou: “Não é nosso papel crucificar ninguém. Nós, mulheres, temos que nos unir. Quando você encontra uma mulher que tem a coragem de se expor perante um caso de assédio, temos que levar isso adiante e não deixar a peteca cair. A coragem dela fez uma mobilização gigantesca”.

E a emissora interferiu em algo? “Trabalho em uma empresa que me dá liberdade total de falar. A Globo proporcionou um espaço imenso para que a gente pudesse se posicionar sobre nossas ideias, sem crucificar ninguém”, garantiu.

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