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Estilista cria coleção inspirada nos transgêneros

“A moda é livre, e qualquer peça deveria ser usada por qualquer pessoa", afirma Bel Rott, dona da grife de artigos unissex Isaro

Por Ana Carolina Soares - Atualizado em 24 jan 2020, 14h43 - Publicado em 24 jan 2020, 06h00

A estilista Bel Rott, 35, nasceu na tribo indígena caingangue, no Rio Grande do Sul, e foi adotada por uma família alemã. Por se tratar de um grupo itinerante, ela nunca conseguiu visitar seu clã, mas sempre se interessou pela questão das minorias. Em 2016, estreou sua grife, a Isaro, na qual aposta em artigos unissex e coleções temáticas. No fim do mês, lançará Beauté, inspirada nos transgêneros. Para a confecção, contratou estudantes do Coletivo Trans Sol, na Bela Vista, que capacita mulheres trans e travestis para o trabalho com moda e artesanato. A campanha traz a manequim trans Fernanda Nahas e Lázare Heliodoro, modelo agênero. “A moda é livre, e qualquer peça deveria ser usada por qualquer pessoa. Mas isso não significa não ter corte e parecer um saco de batatas”, afirma Bel.

Os modelos Fernanda Nahas e Lázare Heliodoro Eduardo Henrique Lobo/Divulgação

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 29 de janeiro de 2020, edição nº 2671.

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