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A briga dos herdeiros de Ruth Escobar por patrimônio de 7 milhões de reais

A cantora Patricia Escobar, 60, primogênita da produtora teatral, acusa seus irmãos de dilapidarem herança

Por Ana Carolina Soares Atualizado em 3 abr 2020, 12h23 - Publicado em 3 abr 2020, 06h00

“Meus irmãos se aproveitaram da debilidade de mamãe para dilapidar seu patrimônio”, acusa a cantora Patricia Escobar, 60, primogênita de Ruth Escobar, que foi uma das mais importantes produtoras teatrais do país. Fundadora do teatro que leva seu nome na Bela Vista, ela faleceu em 2017 aos 82 anos de complicações da doença de Alzheimer. Estima­-se que Ruth tenha deixado dívidas de 2 milhões de reais, mas ainda restaria um saldo positivo de 7 milhões de reais. “Essa briga ainda vai durar anos”, prevê Regina Manssur, advogada de Patricia. Um dos irmãos da cantora, o empresário Nelson Aguilar mora na edícula da mansão no Pacaembu, onde viveu Ruth. O imóvel clama por reforma. Todos os herdeiros da produtora estariam passando por dificuldades financeiras. “Não entendo como… Eles se apropriaram de duas casas, além de terem sumido com obras de arte e tapetes persas”, acusa Patricia.

De acordo com amigos da família, os irmãos dizem que a cantora desviou recursos e fugiu para Lisboa em 2010, enquanto a mãe adoecia. “Mentira! Tive de me afastar porque estava deprimida e engordei 50 quilos”, contesta a primogênita. Patricia afirma que vive lá num sobrado comprado pela produtora. “Quero fazer um museu em Lisboa, mas preciso de verba.” Tudo bem que Ruth nasceu em Portugal, mas consolidou sua obra em São Paulo. Por que não fazer esse memorial aqui? “Os portugueses preservam mais a memória do que os brasileiros”, acredita Patricia. Procurados, os demais herdeiros não quiseram se pronunciar.

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Publicado em VEJA SÃO PAULO de 8º de abril de 2020, edição nº 2681.

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