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São Paulo nas Alturas Por Raul Juste Lores Redator-chefe de Veja São Paulo, é autor do livro "São Paulo nas Alturas", sobre a Pauliceia dos anos 50. Ex-correspondente em Pequim, Nova York, Washington e Buenos Aires, escreve sobre urbanismo e arquitetura

Passagem subterrânea do Anhangabaú revestida em mármore está ociosa

Ali encontra-se a primeira escada rolante pública da cidade e uma escultura de Brecheret

Por Raul Juste Lores Atualizado em 29 jul 2019, 16h03 - Publicado em 26 jul 2019, 06h00

Os baixos do Viaduto do Chá foram otimizados com classe: em 1940, o desnível de 11 metros da Praça do Patriarca ao Anhangabaú foi driblado por esta luxuosa passagem (o varguismo revestiu seus 6 000 metros quadrados de mármore). Em seus salões, recebeu mostras com obras de Anita Malfatti e Volpi. Tinha banheiros públicos e abrigos de ônibus. Em 1955, ganhou a primeira escada rolante pública da cidade, que atraía filas. Só as esculturas Graças, de Victor Brecheret, resistem ali. Está ociosa desde 1995, e a prefeitura planeja agora concedê-la ao setor privado, que deve se encarregar da manutenção do Vale do Anhangabaú.

Passagem da Praça do Patriarca para o Anhangabaú Raul Juste Lores/Veja SP
A primeira escada rolante de São Paulo: atenção de multidões Raul Juste Lores/Veja SP
Desnível de 11 metros foi driblado por uma luxuosa passagem, hoje ociosa Raul Juste Lores/Veja SP

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 31 de julho de 2019, edição nº 2645.

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