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São Paulo do Alto Por Bruno Niz Imagens de drone que revelam uma cidade fascinante e ainda pouco conhecida

A história do Edifício Matarazzo, coberto de mármore e com bosque suspenso

Seu projeto original do escritório Severo Villares foi adaptado pelo arquiteto preferido de Mussolini, o italiano Marcello Piacentini

Por Bruno Niz - 17 Maio 2019, 06h00

Muito antes da bem-vinda moda dos telhados verdes, o Edifício Matarazzo começou a ganhar seu bosque suspenso ainda nos anos 60, graças ao trabalho do jardineiro Walter Galera. Inaugurado em 1939, como sede administrativa das Indústrias Reunidas Matarazzo, o prédio é todo revestido de mármore travertino. O projeto original do escritório Severo Villares foi adaptado pelo arquiteto preferido de Mussolini, o italiano Marcello Piacentini, que esteve no Brasil convidado pela ditadura Vargas e caiu nas graças da poderosa família italiana. Na década de 70, com a decadência do clã, o endereço mudou de dono até tornar-se propriedade do Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Foi nessa época que recebeu o apelido de Banespinha. Em 2003, o banco repassou a construção para a prefeitura, que no ano seguinte instalou sua sede por ali, onde permanece até hoje.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 22 de maio de 2019, edição nº 2635.
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