Vale a pena conhecer Volcano Bay, novidade do Universal Orlando?

O novo parque aquático do Universal Orlando Resort tem de tudo: atrações inesquecíveis, drinques coloridos, sombra, água fresca e muitas, muitas escadas

Quem já viajou para Orlando, Flórida, nos Estados Unidos, sabe que é uma tarefa quase impossível conciliar os desejos de toda a família sem perder as principais atrações da cidade. A dificuldade aumenta quando chega o verão americano – entre os meses de junho, julho e agosto -, quando, repentinamente, os parques aquáticos se tornam programas imperdíveis para aplacar o calor e a alta umidade. Em 2017, um dos destinos favoritos dos brasileiros ganhou um novo endereço perfeito: o Universal’s Volcano Bay.

Mas vale a pena investir um dia inteiro para explorar o novo parque aquático temático do Universal Orlando Resort? Confesso: não gosto muito da ideia de ficar perambulando por aí usando roupa de banho molhada. O roteiro de pular de piscina em piscina, sem parar, não me pareceu muito agradável. Mesmo assim, o Volcano Bay foi um dos passeios mais divertidos que já fiz na cidade americana — esqueci completamente do maiô encharcado e aproveitei a novidade como se não houvesse amanhã.

Inaugurado em maio de 2017, o espaço conta com mais de dezoito atrações que prometem agradar desde os turistas mais aventureiros aos mais tranquilos. Ao entrar no parque aquático, a primeira imagem que você verá será a do Vulcão Krakatau. Assim como o famoso Castelo da Cinderela, símbolo do Walt Disney World Resort, a construção é bastante imponente. É quase impossível não soltar um pequeno “uau” ao avistar o destaque do Volcano Bay. É do topo do vulcão que saem duas das atrações mais radicais da novidade — o mais disputado é o “Ko’okiri Body Plunge”, uma queda com inclinação de 70° e 38 metros da altura. É bom se acostumar com os nomes curiosos das atrações: eles não ficam mais fáceis e você não irá aprendê-los em um único dia. Confira o mapa:

Entre os muitos brinquedos e toboáguas que visitei, dois conquistaram meu coração aventureiro: é impossível descrever a sensação do “Honu ika Moana”, por exemplo. O motivo? Ao andar no tobogã azul, em uma boia que acomoda até seis pessoas, tudo aconteceu tão rápido que eu nem consegui assimilar o que eu estava enfrentando até a atração acabar. Emoção do começo ao fim — clique aqui para assistir a um vídeo do brinquedo. O destaque, no entanto, fica para a “Krakatau Aqua Coster”, uma montanha-russa aquática diferentona.

Guardo um espaço especial para falar sobre essa atração, minha favorita da novidade: você e sua família “embarcam” num pequeno bote plástico para até quatro pessoas e, juntos, enfrentam a montanha-russa que passa no meio do Vulcão Krakatau. Repleto de quedas surpreendentes, curvas acentuadas e surpresas refrescantes, o brinquedo é o grande destaque do Volcano Bay — e, se eu pudesse, teria passado a tarde inteira nos barcos plásticos. Recomendo aproveitar a brincadeira sem spoilers, mas, se a curiosidade for muito grande, assista:

Aqui vale um aviso: você irá enfrentar muitas escadas para aproveitar a maioria dos brinquedos do novo parque aquático. A viagem até o topo é longa e cansativa e é melhor garantir que você está em forma antes de encarar as atrações mais altas — para quem está um pouco cansado, ou tem algum problema físico crônico, pode ser difícil aproveitar o dia de maneira radical. Se é o seu caso, invista nos brinquedos mais calmos, mas igualmente encantadores, como o “Kopiko Wai Winding River”, um pequeno rio que te leva até o coração do vulcão — clique aqui para assistir ao vídeo da atração. Também é possível pegar um bronze na praia “Waturi Beach”, que banha o Vulcão Krakatau 

Outro detalhe bacana do Volcano Bay é a interatividade. Ao entrar no parque aquático, você recebe uma pulseira de borracha chamada TapuTapu. Ela pode ser usada como cartão de crédito, chave para os armários nos vestiários e até para consumir comidinhas e bebidas no espaço, sem precisar usar a carteira. O acessório também economiza tempo, já que você pode ficar na fila virtualmente enquanto aproveita outros brinquedos. Mas, o que mais chamou a minha atenção foi a maneira como ele interage com o ambiente: com ele, é possível ativar cachoeiras secretas, molhar visitantes desprevenidos e até “despertar” cavernas adormecidas. Infelizmente, não tive muito tempo para aproveitar a brincadeira, mas, o pouco que testei, aprovei.

E, por falar em comidinhas, quem só quer saber de sombra e água fresca também pode se divertir no Volcano Bay: há a opção de alugar uma cabana, por exemplo, com serviço de frigobar, toalhas limpinhas e até um ar-condicionado.  O cardápio dos seis restaurantes distribuídos pelo local também é bastante variado — são mais de 60 receitas — mas eu achei algumas opções bastante pesadas para um parque aquático. Se você é fã de fotos bonitas no Instagram, os drinques do parque aquático são para você. Docinhos, com álcool ou não-alcoólicos, eles são muito coloridos e dão um belo contraste com a água azulzinha que aparece em todo o espaço.

Mas por que o Universal’s Volcano Bay é considerado um “parque aquático temático”, e não apenas um “parque aquático”? Com a novidade, a equipe do Universal Orlando Resort quis transportar os visitantes para as tradições do povo waturi. Há uma lenda que explica como os habitantes de Volcano Bay chegaram até à ilha e até uma linguagem própria que me lembrou do “hopês”, a antiga língua natal do parque brasileiro Hopi-Hari. A criação da história ao redor dos brinquedos e atrações é benfeita e imersiva e vale a pena explorar os detalhes da pequena colonização imaginária — afinal, o povo waturi nunca existiu, mas seus hábitos são inspirados em pessoas reais, que vivem no Pacífico.

Vale a pena investir um dia inteiro no novo parque temático do Universal Orlando Resort? A resposta é sim. Estique um pouquinho as férias ou reserve algumas horinhas no Universal Studios Florida ou no Island’s of Adventure, especialmente se você é fã de aventura — e de tomar um bom “caldo” de vez em quando. Enquanto eu aproveitava as curvas do “Maku Puihi Round Raft Rides”, um dos tobogãs do parque, me empolguei e levantei os braços. Tomei um dos maiores tombos n’água da minha vida. E, ainda assim, valeu a pena. Afinal, o lema do parque é “água é vida, vida é alegria”.

VEJA São Paulo viajou a convite do Universal Orlando Resort.

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