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Jovem faz sucesso no Facebook com texto sincero sobre maternidade

Texto da mamãe de primeira viagem foi compartilhado por mais de 80 000 pessoas: "O que ninguém me contou", começa a mulher na mensagem

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 25 fev 2017, 19h56 - Publicado em 22 fev 2017, 12h11

Ser mãe não é uma tarefa simples. O problema é que a maioria das pessoas esquecem deste “pequeno” detalhe — e muitos só descobrirão o que significa cuidar de uma criança 24 horas por dia apenas quando o primeiro bebê chegar. Para desabafar, de uma maneira irreverente, sobre o dia a dia de uma mulher que acaba de  ter um filho, a blogueira britânica Gylisa Jayne escolheu o Facebook.

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A jovem, que é mãe da pequena Lily, de apenas 1 ano e meio de idade, resolveu usar seu perfil na rede social para contar as aventuras “reais” vividas por ela no dia a dia com a criança. Em pouco tempo, a mensagem recebeu mais de 84 000 curtidas e foi compartilhada por outras 80 000 pessoas, que se identificaram com a história de Gylisa. “O que ninguém me contou“, diz o título do texto.

Eu passei por inúmeros momentos durante meu primeiro ano como mãe em que eu apenas pensava ‘por que ninguém nunca falou nada sobre isso?’. Consultas com a ginecologista deveriam ser feitas em escritórios, com uma enorme televisão onde você pode assistir aos pequenos detalhes da maternidade que eles esqueceram de falar durante a aula de educação sexual“, começa o desabafo divertido.

Por exemplo, ninguém me disse que estaria tudo bem admitir que eu não amaria o meu bebê assim que eu o daria à luz. Está tudo bem. Eu senti o mesmo quando vi a minha placenta naquela pequena bacia — mas não, obrigada, eu não quero abraçá-la“, escreveu a jovem.

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Ninguém me disse que os pontos na minha vagina podem doer mais do que dar à luz. Ninguém me contou o quanto amamentação é dolorido. É muito dolorido, ok? Todo mundo que diz que não deveria doer está apenas certo pela metade. É sinal de falta de lactação se está doendo — mas também é um sinal de que seu mamilo está sendo agressivamente sugado pela primeira vez. Demora uma ou duas semanas para se acostumar. Mas eu juro, melhor. E então o seu parceiro pode tirar fotos fofas suas sorrindo e amamentando, e não rangendo seus dentes e chorando“, brinca.

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Na sequência, a mulher fala sobre como todos têm uma opinião sobre o seu filho: “Nunca me disseram que todo mundo terá uma opinião sobre o seu bebê — como alimentá-lo, como vesti-lo, como niná-lo, porque você deveria balançá-lo por apenas 5 segundos por dia, caso contrário você irá mimá-lo. E, é claro, como se você estiver segurando a criança 24 horas por dia, 7 dias por semana, você é uma péssima mãe“, disse. Ela também diz que não sabe como acabar com os comentários maldosos: “Ninguém me disse como dizer, de uma maneira educada, para essas pessoas cheias de opinião irem se ferrar“, comentou.

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Ninguém me contou como eu jamais ficaria sozinha novamente. Isso inclui ir ao banheiro, tomar banho, até durante a depilação. Especialmente quando eles ficam mais velhos e acham o seu processo de depilação interessantíssimo, enquanto você reza para que a experiência não os traumatize para a vida inteira“, brincou a jovem mamãe. “Ninguém me disse que, quando você se acostuma com a presença constante deles, você sente a falta deles quando eles estão tirando um cochilo porque ele são tão fofos. Tão fofos… ai, meu Deus, os olhos dela estão abrindo? Fuja. Fuja agora!“, comentou, cheia de bom humor.

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A lista continua: “Ninguém me contou que a gravidez tem efeitos colaterais que duram por anos. Essencialmente, você fica grávida por cerca de dois anos. Como um elefante. Que é também o quão gostosa você se sente agora“, comentou. “Ninguém me disse que comer biscoitos e beber uma xícara de chá é uma dieta saudável. Porque não é. Mas é isso que faz com que você aguente o dia, então quem liga?“.

Ninguém me disse que ter um filho me faria odiar o meu marido de vez em quando. Que, às vezes, eu preferiria ficar abraçada com o nosso filho. Que isso pareceria injusto constantemente. Mas, também, não me contaram que vê-lo brincando, abraçando ou cuidando do nosso bebê faria com que eu quisesse explodir de felicidade. E, na sequência, me faria cruzar as pernas antes que ele sugira ter outras criança“, brincou a mulher.

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Na sequência, ela dá um recado para as futuras mamães: “Ninguém me contou que, apesar de eu sentir que eu não conseguiria fazer nada disso, que eu não entenderia nada sobre maternidade, meus instintos não falhariam”.

“Algumas mães fazem parecer mais fácil do que outras. Admirar a maneira como alguém faz as tarefas do dia a dia não deveria me fazer questionar os meus próprios métodos“, explicou. “Não me falaram que eu ficaria brava após ter um filho. Que eles se sentiam solitários, com medo, estranhos e não se reconheciam mais. Ninguém me disse, então eu achei que não poderia compartilhar esses sentimentos — até que um dia eu explodi, e dividi esses sentimentos com milhares de pessoas. E todos vocês admitiram os mesmos problemas“, desabafou.

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E vocês também me contaram que esses sentimentos não duram para sempre. Que, às vezes, eles voltam e você pensa em fugir, mas todos vocês disseram… que isso melhora. Que fica mais fácil. Que o tempo voa. E que tudo valerá a pena. E que, mais importante ainda, não é para sempre“, finalizou. Confira: 

The things no one told me ✨There has been countless moments during my first year of motherhood, when I have thought '…

Posted by Gylisa Jayne on Wednesday, December 14, 2016

Dê sua opinião: E você, o que achou da mensagem compartilhada pela mamãe? Deixe seu comentário e aproveite para

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