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Bem Estar, da Globo, é criticado por cobertura de morte de rapaz no Extra

A abordagem do programa foi considerada equivocada por muitos espectadores, na sexta (15)

Por Redação VEJA São Paulo 16 fev 2019, 09h12

Em meio à comoção provocada nas redes sociais pela morte de um rapaz em um supermercado Extra do Rio, na sexta (15), o programa Bem Estar, da Globo, acabou chamando atenção por um motivo indigesto: no afã de cobrir o caso e, simultaneamente, dar dicas de saúde, a atração desagradou a muita gente.

O vídeo que circula nas redes sociais mostra a morte de um homem de 19 anos, identificado como Pedro Gonzaga, em uma unidade da rede de supermercados. O rapaz foi imobilizado por um segurança, no início da tarde desta quinta (14), e acabou sufocado. Nas imagens, o funcionário aparece deitado sobre o jovem, aparentemente desacordado, e refuta pedidos de outras pessoas para que o solte. 

No Bem Estar, o caso foi usado como ‘gancho’ para se falar sobre paradas respiratórias. “Ele ficou sem ar menos de três minutos. A gente pode engasgar e ficar sem ar por três minutos. É um acidente que pode ser um acidente doméstico, também?”, perguntou o apresentador Fernando Rocha.

“O idoso, principalmente, que não tem reflexo da tosse, qualquer alimento que seja muito líquido, que entra pelo canal errado, pode parar de respirar. Em alguns segundos, ele dorme, entra em coma e morre”, Nabil Ghorayeb, cardiologista convidado.

Em seguida, os apresentadores começaram a discutir engasgos com pedaços de comida – e foi ensinada uma manobra de emergência para evitar esse tipo de problema. No jornal O Globo, a colunista Patrícia Kogut resumiu o desconforto de muitos espectadores: “Nota 0 para o Bem Estar de ontem, que usou o gancho do rapaz morto em um supermercado no Rio para explicar os riscos de engasgos e ensinar manobras de emergência. Sem noção”, escreveu.

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