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Poder SP - Por Sérgio Quintella Sérgio Quintella é repórter de cidades e trabalha na Vejinha desde 2015

Justiça marca perícia para saber se Maluf tem demência e Alzheimer

Defesa do ex-prefeito pede que ele receba indulto

Por Sérgio Quintella 30 abr 2021, 12h14

A Justiça de São Paulo marcou para a próxima quarta-feira (5) uma perícia que será realizada no ex-prefeito Paulo Maluf, de 89 anos. Os exames ocorrerão na Barra Funda, em um posto da Polícia Civil, por determinação do ministro do Supremo Edson Fachin. A medida ocorreu após a Procuradoria Geral da República (PGR) solicitar a suspensão do regime domiciliar, em caráter humanitário, a que Maluf foi submetido. Segundo a PGR, o político deveria voltar para a cadeia.

Ao mesmo tempo, a defesa pede seu cliente seja incluído no decreto presidencial de indulto por crimes de menor poder ofensivo, concedido a todos os condenados, até o dia 25 de dezembro de 2020, que possuam doenças graves. A alegação é que Maluf possui demência e sinais de Alzheimer.

Maluf foi condenado em 2017 a 7 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, por de lavagem de dinheiro. Foi preso em dezembro do mesmo ano, e em março do ano seguinte foi agraciado com o benefício da prisão domiciliar.

Na perícia que ocorrerá na próxima semana, o Ministério Público elencou uma série de questões que deverão ser respondidas pelo perito. Veja todas elas abaixo:

“Qual a doença apresentada pelo sentenciado e as características da enfermidade?

Vem respondendo de forma precária ao tratamento? Seu estado geral vem se agravando, melhorando ou está estável?

Em qual grau encontra-se classificado, segundo os índices de Karnofsky e da Organização Mundial de Saúde?

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Apresenta outras infecções ou complicações decorrentes da doença? Qual a gravidade?

O paciente consegue deambular, alimentar-se sozinho, tomar banho ou mesmo fazer suas necessidades fisiológicas, sem o auxílio de terceiros? Em caso positivo, assim o faz com ou sem dificuldades?

A doença é grave?

A doença é permanente?

A doença apresenta grave limitação de atividade e restrição de participação?

A doença exige cuidados contínuos, que não podem ser prestados no estabelecimento prisional?”

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