O piauiense que chamou a atenção do baterista do Pink Floyd

Músico postou um vídeo de sua versão macarrônica de 'Another Brick in the Wall' e fez sucesso na internet

No início da semana, um dos 3 800 habitantes de Sobradinho, zona rural do município de Coivaras, no Piauí, gerou repercussão internacional. José da Cruz Silva, de 46 anos, mais conhecido como Gleyfy Brauly, chamou a atenção do baterista do Pink Floyd, Nick Mason.

Em um vídeo gravado em uma festa, o nordestino interpretou a música Another Brick in The Wall, do grupo inglês. Brauly aparece no teclado e canta o sucesso da banda com um inglês “diferente” – bastante macarrônico, digamos.

Em sua página do Facebook, Mason compartilhou o registro com a divertida legenda “when you sound this good you don’t need to know all the words…” (em tradução, “quando você soa tão bem assim, não precisa saber todas as palavras”).

A fama do músico, já representativa na pequena cidade, aumentou ainda mais. “Fiquei emocionado”, contou Brauly a VEJA SÃO PAULO por telefone. “Foram os meus fãs que vieram me falar, porque onde eu moro não tem internet.” O rapaz chegou a ser manchete do jornal local.

O artista começou a tocar violão há mais de vinte anos. Depois, partiu para a guitarra a fim de participar de bandas de apoio de ritmos variados, ainda quando morava em Altos, na Grande Teresina.

Em 2015, mudou-se para Sobradinho e se lançou em carreira-solo com os teclados. “Passo na lan house e imprimo as músicas em inglês”, diz. “Com a letra na mão, faço as mudanças. Assinalo, por exemplo, que o ‘a’ se fala ‘e’, certo?”

Seu show pode durar até duas horas. Segundo ele, faz cerca de dez apresentações por semana, pelas quais cobra, em média, 3 000 reais. “Agora, só internacional. O que pega é o ‘embromation'”, explica. Ele também dá preferência para as faixas românticas. Pink Floyd mesmo ele não conhecia até a gravação do vídeo. “Gosto muito de Zezé di Camargo.”

Para futuro, a intenção é acrescentar dançarinas no palco, além de expandir seus horizontes. “Talvez eu vá para o Acre, Venezuela…”, espera.

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