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Elke era tão única que é difícil dar um rótulo à artista

Uma pessoa tão única quanto Elke Maravilha é difícil de rotular. Atriz? Cantora? Modelo? Jurada? Como Elke Maravilha será lembrada? Acredito que por tudo isso e muito mais. Elke, irreverente, irônica, exuberante, divertida, debochada, enfim, uma Maravilha com M maiscúlo. O cenário artístico perdeu uma diva, mesmo que Elke nunca tenha sido uma atriz renomada […]

Por Miguel Barbieri Jr. Atualizado em 26 fev 2017, 10h47 - Publicado em 16 ago 2016, 16h54

Uma pessoa tão única quanto Elke Maravilha é difícil de rotular. Atriz? Cantora? Modelo? Jurada? Como Elke Maravilha será lembrada? Acredito que por tudo isso e muito mais. Elke, irreverente, irônica, exuberante, divertida, debochada, enfim, uma Maravilha com M maiscúlo.

O cenário artístico perdeu uma diva, mesmo que Elke nunca tenha sido uma atriz renomada ou uma cantora popular. Elke era Elke – e ponto final. A maioria, certamente, vai lembrar dela como jurada dos programas do Chacrinha, o “painho”, como Elke costumava chamá-lo. Eu lembro de Elke desde criança quando surgia exuberante na TV com seus penteados armados e o figurino para lá de exótico. Era uma drag queen antes de o termo cair no lugar-comum.

Elke em Carrossel 2, seu último trabalho no cinema, que ainda está em cartaz

Elke em Carrossel 2, seu último trabalho no cinema, que ainda está em cartaz

Como sua trajetória estava ligada com o mundo artístico, Elke costumava dar depoimentos em documentários. Entre eles, Alô, Alô, Terezinha!, sobre o Chacrinha, e Dzi Croquettes, a respeito do grupo de transformistas que abalou a ditadura na década de 70. Elke também foi Elke nas novelas Pecado Capital, Celebridade e Caminho das Índias.

Em A Suprema Felicidade, de Jabor

Em A Suprema Felicidade, de Jabor

O site imdb, a Bíblia dos cinéfilos, cita como o primeiro longa-metragem de Elke a comédia O Barão Otelo no Barato dos Bilhões, de 1971, sob o nome artístico de Elke Evremides. Sete anos depois, Elke já era tão única que seu nome foi parar no título de Elke Maravilha contra o Homem Atômico. Entre os filmes de renome, esteve em Xica da Silva (1976) e Pixote (1981). Também marcou presença em Zuzu Angel (2006), filme sobre a estilista homônima de quem foi amiga, e em A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor.

Em uma cena de Pixote, de Hector Babenco

Em uma cena de Pixote, de Hector Babenco

As novas gerações, porém, devem lembrar mais da impagável Macedão, a vilã de Xuxa Requebra (1999). Elke era assim. Transitava do cult ao popularesco, de Hector Babenco a Xuxa, das pornochanchadas às cinebiografias dramáticas. Preconceito era uma palavra riscada de seu dicionário.

Ao lado do cantor Daniel em Xuxa Requebra

Ao lado do cantor Daniel em Xuxa Requebra

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Em fevereiro deste ano, surgiu a oportunidade de uma entrevista com Elke, durante as filmagens de Carrossel 2. Fiquei empolgado. Iria fazer um vídeo de perguntas inusitadas, um bate-bola divertido em que costumo pegar os artistas em flagrante. Já tinha até elaborado algumas questões quando soube que o set havia sido transferido para outro lugar e, no dia da visita, Elke não filmaria. Perdi uma chance de ouro.

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