14 grandes lojas que fecharam as portas em São Paulo

Relembre o passado do comércio paulistano

Não está fácil para ninguém! Nos últimos anos, grandes lojas que pareciam imunes à crise financeira mundial acabaram fechando suas portas ou por falência ou porque foram incorporadas a empresas maiores, uma prática comum há muito tempo. Assim, varejistas muito conhecidos acabaram sendo esquecidos pelo tempo ou estão nesse processo. Relembre grandes nomes do comércio do passado, de diversas especialidades.

•    Mappin
Quando pensamos em “grandes lojas que não existem mais”, o nome do Mappin é o primeiro que nos vem à mente. Cartão postal da cidade desde 1913, quando foi fundado, a sede da Casa Anglo Brasileira na Praça Ramos foi um dos pontos mais conhecidos da capital por muito tempo. Abriu diversas filiais no decorrer dos anos. Sua loja da Avenida São João se tornou a primeira da metrópole a contar com estacionamento próprio, uma novidade absoluta nos anos 50. Decretou falência em 1999. Agora, a marca está em processo de retorno pelas mãos da família Fares, do grupo Marabraz.

 (Acervo/Divulgação)

•    Mesbla
A segunda loja de departamentos mais lembrada da cidade foi, na verdade, fundada no Rio de Janeiro como subsidiária de uma companhia francesa especializada no comércio de máquinas. Nos anos 80, tinha mais de 180 lojas por todo o Brasil. Dificuldades na década seguinte levaram a Mesbla a perder todo seu valor. Foi comprada pelo Mappin em 1996. Com a falência, três anos depois, as duas marcas mais conhecidas do público em lojas de departamentos acabaram de uma só vez. Em 2010, foi relançada como um e-commerce, mas a iniciativa não deu certo e logo saiu do ar.

 (Acervo/Divulgação)

•    Arapuã
Uma das lojas mais conhecidas em vendas de eletrodomésticos teve sua origem no interior de São Paulo, em Lins, no ano de 1957. Nos anos 90, era uma das maiores varejistas do Brasil, rivalizando com as Casas Bahia e o Ponto Frio. Entrou em recuperação judicial nos anos 2000, com uma dívida de mais de 1 bilhão de reais.

 (Acervo/Divulgação)

•    G. Aronson
Fundada em 1944 em São Paulo para comercializar casacos de pele, a rede chegou a ter 38 lojas no estado vendendo eletrodomésticos. Sua falência foi decretada em 1998.

 (Acervo/Divulgação)

•    Lojas Brasileiras
A loja de departamentos e variedades era concorrente direta das Lojas Americanas, inclusive com uma unidade a poucos passos dela, no centro velho de São Paulo. Chegou a ter 63 unidades espalhadas por vinte estados brasileiros, mas fechou as portas em 1999.

 (Acervo/Divulgação)

•    Sears
A gigante americana fazia muito sucesso na cidade nos anos 80, e sua maior loja era onde se encontra hoje o Shopping Paulista. A rede chegou ao país em 1949 e tinha onze filiais quando decidiu encerrar suas atividades no país, no início dos anos 90. Há alguns anos, foi anunciado que a rede voltaria ao Brasil, mas nada de concreto ainda apareceu.

 (Acervo/Divulgação)

•    Jumbo-Eletro
Nos anos 40, surgia no Brás uma oficina de conserto de rádios que, com o passar dos anos, diversificou suas atividades, vendendo também equipamentos e eletrodomésticos em geral, chamada Eletroradiobraz. Na década de 70, a rede, já gigantesca, inaugurou seu primeiro supermercado, tendo como símbolo uma baleia, para fazer concorrência ao primeiro hipermercado do país, o Jumbo, do Grupo Pão de Açúcar, cujo símbolo era um elefante. Em 1976, o Jumbo incorporou a Eletroradiobraz, surgindo o Jumbo-Eletro, que passou a ser a maior rede de lojas e supermercados do Brasil. Os supermercados da rede passaram a ser conhecidos como Pão de Açúcar, os hipermercados passaram a ser Jumbo-Eletro e os magazines, simplesmente Eletro. Hoje, por decisão do Grupo Pão de Açúcar, somente os supermercados mantêm o seu nome. Os hipermercados passaram a ser Extra, e os magazines viraram Casas Bahia ou Ponto Frio, todos do mesmo grupo.

 (Acervo/Divulgação)

•    Ducal
Fundada em 1950, a conhecida loja de roupas masculinas teve seu auge nos anos 60 e 70. Com filiais em três estados brasileiros, era especializada em moda para homens, com peças bem cortadas, mas não impecáveis, barateando assim o preço. Sua última loja foi fechada em 1986.

 (Acervo/Divulgação)

•    Peg Pag Supermercados
O primeiro supermercado da capital foi inaugurado em 1957 e era uma completa novidade. Todo mundo queria ver aquele lugar em que você mesmo pegava as mercadorias e depois levava ao caixa pra pagar. Peg Pag foi um dos nomes mais conhecidos do ramo até 1978, quando foi incorporado pelo Grupo Pão de Açúcar. Hoje, existem alguns supermercados com esse nome espalhados pelo país, mas eles nada têm a ver com o original.

 (Acervo/)

•    Casas Buri
Começou como uma loja de tecidos em 1942 e passou a vender também eletrodomésticos nos anos 70. Chegou a ter mais de 200 lojas em São Paulo, Paraná e Centro-Oeste do Brasil. Em 1992, a marca foi comprada pelo Ponto Frio, que rebatizou todos os endereços.

 (Acervo/Divulgação)

•    Lojas Pirani
“Uma loja dos sonhos” era como definiam a Pirani no início dos anos 70. Localizada no Brás, era conhecida por sua decoração de Natal, a mais caprichada da cidade naqueles tempos. Possuía também uma loja de cinco andares no Edifício Andraus, e foi confirmado que lá se originou o famoso incêndio que destruiu o prédio em 1972, por negligência técnica. Os donos tiveram que ressarcir as famílias das vítimas do incêndio, o que levou a loja à falência.

 (Acervo/Divulgação)

•    Piter
Atrás do Teatro Municipal de São Paulo, ficava a loja de roupas mais badalada dos anos 70 e 80, a Piter. Sua fachada luminosa era muito conhecida na cidade, e  ponto de encontro dos jovens da época.

 (Armando Prado/Divulgação)

•    Ultralar
A Ultralar foi uma loja de departamentos fundada em 1956 e fazia parte do grupo Ultragás. Como os fogões a gás ainda eram raros no país, a Ultragás montou uma loja para vendê-los e alavancar o negócio de gás de cozinha. A rede cresceu e se diversificou, abrindo inclusive um hipermercado nos anos 70, o Ultracenter, na Marginal Pinheiros, mais tarde comprado pelo Carrefour. No ano 2000, foi decretada a falência da Ultralar e a maioria das suas lojas foi comprada pelas Casas Bahia.

 (Acervo/Divulgação)

•    Hi-Fi Discos
A partir do final dos anos 80, tradicionais lojas de discos, como Breno Rossi, Bruno Blois e Hi-Fi Discos, começaram a ter sua clientela reduzida, primeiro graças às gravadoras, que preferiam mandar seus produtos para grandes magazines e supermercados. Depois, a popularização da música digital, que praticamente aboliu a mídia física da vida dos clientes e decretou o declínio da parte do ramo. Assim, assistimos à queda de lojas em que os amantes da boa música costumavam passar os dias atrás de novidades e raridades.

 (Acervo/Divulgação)

 

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  1. Marcos Tavolaro

    Se lembrou da Hi-Fi, mas esqueceu do Museu do Disco.

  2. Alexandre Rosa

    Lembro de muitas dessas lojas, pois frequentei muito com minha mãe e mesmo depois de crescido, mas tenho muita saudade da Hi Fi, pois trabalhei lá por um período muito bom da minha vida. Saudades!

  3. Luiz Fortunato

    Não lembrar do museu do disco é sacanagem..E nem falaram do grupo seis de ouro que virou a gigante virtual music e depois foi engolida pela pirataria é as mídias digitais..

  4. Mario Figueiredo Alves

    Não vi as Lojas Cipper. Lembro que ela teve uma propaganda premiada que começava com “Quando for comprar na Clipper, deixe o0 dinheiro em casa”.Foi a primeiora a fazer crdiário sem entrada.