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Vinho e Algo Mais Por Por Marcelo Copello Especialista na bebida, Marcelo Copello foi colunista de Veja Rio. Sua longa trajetória como escritor do tema inclui publicações como a extinta Gazeta Mercantil e livros, entre eles "Vinho e Algo Mais" e "Os Sabores do Douro e do Minho", pelo qual concorreu ao prêmio Jabuti

Alentejo: conheça os tintos da região

Em Portugal, área é responsável por cerca de 30% do vinho produzido no país

Por Marcelo Copello Atualizado em 13 ago 2021, 10h35 - Publicado em 13 ago 2021, 06h00

No sul de Portugal, o Alentejo tem uma antiga e rica história no vinho, que remonta aos romanos e suas ânforas. A região passou, contudo, por um período de dormência, quando teve sua produção interrompida por decreto do governo ditatorial de Salazar. Com a Revolução dos Cravos, em 1974, e, posteriormente, com a entrada do país na União Europeia, em 1986, o Alentejo recebeu muitos investimentos, modernizando-se e crescendo exponencialmente. Hoje, é responsável por cerca de 30% do vinho produzido no país luso, sendo a região que mais exporta tintos.

Segundo números da Product Audit, o brasileiro está consumindo cerca de 6 milhões de garrafas alentejanas por ano. A área é uma grande planície em quase sua totalidade, com clima moderadamente quente, ideal para a produção de tintos com bom custo-benefício. Alguns microclimas, além de sub-regiões mais frescas e úmidas, garantem também uma boa diversidade de estilos e a possibilidade de produção de grandes vinhos de guarda.

Em termos de castas, a região é bem democrática, já que o clima é generoso. Para ser um Alentejo DO (Denominação de Origem), o vinho deve ter um mínimo de 75% de castas obrigatórias (entre nove brancas e doze tintas) e até 25% de castas permitidas (25 brancas, vinte tintas e duas rosadas). Para ser um IG (Indicação Geográfica) ou Regional Alentejano, pode-se escolher em um leque de 34 brancas e 32 tintas e três rosadas.

Na prática, a maioria traz o corte típico que, nos tintos, é composto de aragonês (uva chamada de tinta roriz no norte e de tempranillo na Espanha), trincadeira (tinta amarela no norte) e alicante bouschet, casta tintureira que dá cor muito escura ao líquido. Nas brancas reinam a antão vaz, que gera vinhos de mais corpo e que vai bem com madeira (a “chardonnay” da região), e a mais fresca e cítrica arinto.

Além das tradicionais da região, o Alentejo recebe com bons resultados cepas de outras áreas, como touriga nacional, alfrocheiro, alvarinho, encruzado, e internacionais, como syrah, cabernet s auvignon, chardonnay e petit verdot, entre muitas outras.

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Terras de Estremoz Regional Alentejano Tinto 2019
Regional alentejano elaborado com o corte clássico: trincadeira, aragonês e castelão. Estagia em cubas de inox. Cor granada entre clara e escura. Aroma discreto, com frutas vermelhas e especiarias. Paladar de leve a médio corpo, taninos e acidez moderados, com 13,5% de álcool. Gastronômico, para o dia a dia. R$ 54,00. Compre aqui: wine.com.br.

Ossa Vinhas Velhas 2019
Um regional alentejano com castas típicas: aragonês, alfrocheiro, tinta caiada e alicante bouschet. Estagia nove meses em barricas de carvalho francês de segundo e terceiro uso. Rubi escuro, aroma com notas de frutas vermelhas maduras, cerejas, madeira discreta e integrada, especiarias. Paladar de médio corpo, taninos e acidez médios, conjunto agradável, com boa presença no nariz e na boca. Bom custobenefício. R$ 62,24. Compre aqui: wine.com.br.

Tinto de Castelão by António Maçanita 2018
Elaborado com a castelão, uma das tintas mais plantadas de Portugal, passa doze meses em barricas de carvalho francês. Cor rubi entre clara e escura. Aroma de framboesas, ameixas, musgo, tabaco. Paladar de corpo médio, com taninos firmes, 13% de álcool, boa acidez. Perfil elegante, muito bem elaborado. R$ 319,90. Compre aqui: evino.com.br.

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