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Filmes e Séries - Por Barbara Demerov

Hollywood visita passado e faz releituras de filmes de sucesso

Duna e o romance Amor, Sublime Amor vão ganhar novas versões em 2021; Cruella, com Emma Stone, resgata trajetória da vilã de 101 Dálmatas

Por Barbara Demerov Atualizado em 7 Maio 2021, 12h48 - Publicado em 7 Maio 2021, 06h00

Em meio às novidades que o cinema anda trazendo nos últimos anos — seja dentro da área independente ou do universo pop, com Marvel e DC adaptando histórias inéditas baseadas em quadrinhos —, uma tendência que se mantém em alta é a de revisitar o passado e lançar produções com olhares atualizados. Isso faz com que espectadores mais jovens conheçam algumas obras de forma diferente e, claro, com mais tecnologia ao dispor.

Tal possibilidade é ótima no sentido de prolongar o efeito de um produto audiovisual idealizado em outro século, evidenciando, assim, a magia por trás das câmeras. Alguns exemplos são a ficção científica Duna e o romance Amor, Sublime Amor, que ganharão refilmagens em 2021, e Cruella, que contará o início da trajetória da vilã de 101 Dálmatas.

Emma está com cabelo dividido meio a meio em preto e branco, em uma imagem focada no seu rosto
Emma Stone em Cruella, filme de origem que estreia em 28 de maio no Disney+ Divulgação/Divulgação

Os dois primeiros longas têm o desafio de honrar a originalidade dos clássicos, ao passo que a Cruella de Emma Stone possui liberdade para apresentar algo diferenciado (sem se esquecer de homenagear o legado de Glenn Close por já ter vivido a personagem). Mas, para além de ter o poder de unificar gerações, os remakes são capazes de corrigir comportamentos que, hoje, são inaceitáveis e até mesmo condenáveis. Isso torna o cinema uma ferramenta para olhar ao passado a fim de entender o que precisa ser modificado no presente — vide o aviso de narrativas racistas que o Disney+ inseriu na abertura de clássicos como Dumbo e Peter Pan.

Se a era tradicional de Hollywood possui histórias que escancaram questões sociais, as refilmagens têm o poder de atualizar enredos que já são poderosos. Ao lado da chance de chamar um novo público para mergulhar em tramas que marcaram o cenário cultural de uma época, a escolha de revisitar uma obra pode ser muito benéfica tanto para a indústria quanto para o público.

A imagem retrata uma cena do filme de Spielberg em que os personagens estão andando na rua com roupas típicas da época
Nova versão de Amor, Sublime Amor, dirigida por Steven Spielberg Divulgação/Divulgação
A imagem mostra Zendaya e Timothée, em Duna, estão em um cenário cavernoso, com uma expressão de alerta no rosto
Cena de Duna, com Zendaya e Timothée Chalamet Divulgação/Divulgação

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Publicado em VEJA São Paulo de 12 de maio de 2021, edição nº 2737

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