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A Tal Felicidade

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Saúde, bem estar e alegria para os paulistanos

Vamos jogar conversa dentro?

Tipiti Simonsen Barros é idealizadora de um projeto que tem como propósito humanizar ambientes corporativos

Por Tipiti Simonsen Barros 8 nov 2019, 06h00 | Atualizado em 8 nov 2019, 10h28
A tal felicidade
Vamos jogar conversa dentro? (Alice Mollon/Getty Images)
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UM MISTÉRIO A SER DESVENDADO

Sabe aquelas descobertas que fazemos na vida e que revelam um mundo paralelo que não tínhamos ideia que existisse, mas faz todo o sentido para você? Aconteceu comigo no universo da arte das conversas.

HORA DE MUDAR TUDO

Após vinte anos trabalhando na área de marketing e novos projetos em uma empresa joalheira, saí de lá pensando como faria para me manter atualizada. Vi-me cercada por novas palavras, incluídas no vocabulário como forma de dar conta das mudanças internas e externas pelas quais passamos. Novos tempos, novas palavras para nos acudir.

EXERCÍCIO DE FALAR E OUVIR

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Não bastava entender o significado das palavras. Eu queria exercitá-las, compartilhar seus significados e promover encontros reflexivos. Foi assim que deparei com o universo paralelo e mágico das técnicas de conversas, que não havia aprendido na escola, na faculdade ou em casa mas fazem toda a diferença na qualidade de nossas relações pessoais, em grupo, nas corporações e podem mudar o mundo!

DIFERENÇAS NEM TÃO SUTIS

Uma das coisas que eu não sabia que não sabia (assim mesmo, não sabia que não sabia) é que dialogar é diferente de discutir ou debater. No diálogo, visamos a estabelecer relações, compartilhar ideias, abrir questões, compreender e aprender. Debates ou discussões visam a fechar questões, convencer, demarcar posições, persuadir e ensinar.

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FOCO NO QUE RESOLVE

Bons diálogos geram conversas efetivas. Escutamos de verdade e estamos predispostos a ouvir sem interromper, livres de preconceitos ou julgamentos prévios, acreditando que a conversa vai nos trazer algo novo, podendo até modificar nossa opinião e ponto de vista. As conversas pontuam e promovem a aceitação das diferenças.

A CONVERSA VIROU PROFISSÃO

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Em quase dois anos do Fika-Conversas, já conduzi mais de oitenta encontros em empresas, entidades ou residências. Hoje sei que não sei (assim mesmo, sei que não sei) muitas outras coisas. Mas sei que falo menos e escuto mais e que tenho melhorado a qualidade da minha escuta.

DOIS OUVIDOS, UMA BOCA

Descobri que a escuta ativa e palavras de bom ânimo ativam a oxitocina, hormônio responsável, entre outras funções, por desenvolver empatia e apego entre as pessoas. As conversas são ferramentas poderosas e acessíveis de conexão.

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DEIXAR O CELULAR DE LADO

Minha aventura entre palavras e seus significados me levou a pensar num dicionário que depois se transformou numa Caixeta de Palavras, para ser usada em rodas de conversas por qualquer pessoa que queira receber um grupo. Cada participante troca o celular por uma palavra (sim, precisamos praticar a liberdade em relação ao celular!), lê e comenta, depois ouve os comentários dos demais.

SILÊNCIO, POR FAVOR

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Nessas rodas, descobri que o silêncio, um espaço entre falas, faz parte da conversa. E que, para vivermos de forma melhor, precisamos, primeiro, resgatar a arte do convívio e da aceitação — a arte das boas conversas. Vamos praticar?

Tipiti Simonsen Barros
(Arquivo Pessoal/Reprodução/Veja SP)

Tipiti Simonsen Barros é idealizadora do FikaConversas, projeto que tem como propósito humanizar ambientes corporativos, resgatar as (boas) conversas e ampliar visões de mundo.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 13 de novembro de 2019, edição nº 2660.

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