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A Tal Felicidade Saúde, bem estar e alegria para os paulistanos

É preciso coragem e honestidade para mudar

Rodrigo de Aquino, especialista em psicologia positiva, reflete sobre as qualidades essenciais para a construção de um futuro melhor

Por Rodrigo de Aquino - 28 ago 2020, 03h56

Nossa sociedade está num lindo e inspirador processo de desenvolvimento e revisão. Entre erros e acertos, quando vejo youtubers como Felipe Neto e Nath Finanças, atores como Taís Araujo e Bruno Gagliasso, cantores como Teresa Cristina, Zélia Duncan e Emicida e até marcas abraçando a coragem para mudar, percebo que estamos em busca da criação de um mundo mais harmonioso, equânime e feliz.

Eu me sinto mais forte ao ver que tem gente usando sua imagem e seu canto para falar de pluralidade e nutrir nossa mente e coração com esperança e alegria. Meu trabalho ganha significado e relevância ao ver que existe interesse em implantar um sistema econômico voltado para um capitalismo mais consciente. Mais do que nunca, uma fala de 1968 do senador americano Robert f. Kennedy ecoa com muita força em nossos tempos: o PIB, produto interno bruto, “mede tudo, exceto o que faz a vida valer a pena”. Ao trabalhar a felicidade interna bruta, ou FIB, busco diminuir as dores do mundo. E como fazer isso sem nos conectar com nossa coragem, considerada por Aristóteles a melhor qualidade humana, ao lado da honra?

Se queremos criar um futuro melhor, é preciso coragem e honestidade para rever conceitos e se posicionar; coragem e perseverança para criar alternativas aos velhos hábitos; coragem e entusiasmo para deixar de ganhar ou diminuir margens de lucro em ações comerciais ou qualquer tipo de privilégio.

Assim como os profissionais que citei no primeiro parágrafo deste texto, já perdi trabalhos (e dinheiro) por causa de meu posicionamento, que me pede coerência. É desafiador. Só que a cada etapa vencida o sentimento de paz é infinitamente maior.

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Essa nova realidade que estamos criando juntos ainda não tem uma forma definida, porém pede a quebra de preconceitos para que um tempo mais humano, compassivo e bondoso realmente surja. Esse novo tempo, melhor do que o que vivíamos antes da pandemia, deve ser um trabalho coletivo, de todas as raças, orientações sexuais, classes sociais etc. Você tem coragem de se ver igual a todos que vivem ao seu redor?

Deixe o desconhecido se revelar! No momento que o medo se insinuar, tentando lhe tirar do prumo, paralisar ou despertar uma reação intempestiva, respire, seja gentil. Acolha essa emoção e entenda que o medo, se ouvido com sabedoria, serve como um mestre protetor. Se o danado insistir, pare e respire. Procure num livro ou numa boa música uma zona de aconchego e segurança, depois pense por qual trajeto quer seguir logo a frente. Nesse processo de escolha, reveja em que tem colocado sua atenção e em que tem apostado suas fichas: na busca por satisfação ou em ser feliz? A satisfação de agora será sua felicidade e seu bem-estar daqui dez anos?

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Pois é, meu querido leitor e minha querida leitora! Eis que mais uma vez a vida lhe pede coragem! Coragem para alinhar os conceitos e valores de hoje com seus projetos de longo prazo.

A vida nunca vai nos poupar dos desafios, e quem busca viver imune a isso vai se frustrar. Quem se conecta com sentimentos positivos já sai na frente, pois quanto mais estimulamos confiança, bondade, otimismo, resiliência e compaixão, por exemplo, mais tônus interior temos para sair dos conflitos do cotidiano. Para ser mais feliz é preciso abraçar a coragem, mudando nosso jeito de ser e estar no mundo aqui e agora.

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Arquivo Pessoal/Divulgação

Rodrigo de Aquino é especialista em psicologia positiva (Ipog), planejamento estratégico (Miami Ad School) e coolhunting (Istituto Europeo di Design). Facilitador FIB (felicidade interna bruta), está no perfil @rodrigodeaquino.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 2 de setembro de 2020, edição nº 2702.

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