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Dois cachorros são encontrados abandonados em conhecido santuário de pit bulls. Um deles morreu de desnutrição e desidratação um dia após o resgate

Em maio de 2012, assinei uma reportagem de capa sobre protetores de animais de São Paulo. Entre eles, aparecia o casal Paulo Melo e Fernanda Meccia, responsável pelo Santuário Pit Bull, localizado em Embu-Guaçu, a 37 quilômetros da capital. Na época, o espaço acolhia quinze cães da raça, muitos resgatados de rinhas ou maus-tratos. Visitei o ambiente […]

Por Carolina Giovanelli Atualizado em 26 fev 2017, 20h58 - Publicado em 12 set 2014, 20h43
(Foto: Antonio Milena)

O casal Paulo e Fernanda, na época em que a reportagem visitou santuário: na foto, com Tatá e Bebê (Foto: Antonio Milena)

Em maio de 2012, assinei uma reportagem de capa sobre protetores de animais de São Paulo. Entre eles, aparecia o casal Paulo Melo e Fernanda Meccia, responsável pelo Santuário Pit Bull, localizado em Embu-Guaçu, a 37 quilômetros da capital. Na época, o espaço acolhia quinze cães da raça, muitos resgatados de rinhas ou maus-tratos. Visitei o ambiente e achei tudo impecável: a estrutura para os animais era bacana e a dupla parecia realmente apaixonada pelos pets (leia o relato aqui).

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Nesta semana, a história deu uma reviravolta inesperada. O ativista Alessandro Desco recebeu uma denúncia dizendo que havia dois pit bulls abandonados na chácara. Na terça (9), ele invadiu o espaço e retirou de lá Tatá e Bebê, que estavam pele e osso, para levá-los para uma clínica veterinária, onde foram diagnosticados com desnutrição e desidratação. Tatá faleceu no dia seguinte e Bebê segue em tratamento, antes de ser disponibilizado para adoção.

Tatá, um dos pit bulls encontrados abandonados: ela morreu no dia seguinte ao resgate (Foto: Reprodução)

Tatá: ele morreu no dia seguinte ao resgate (Fotos: Reprodução)

“Eu fiquei em choque quando vi aquilo, a casa estava cheia de lixo, destruída. Não dá para saber quanto tempos os cães ficaram sozinhos, comendo capim, pedras…”, conta Desco, que conhecia Paulo e Fernanda. “Eles chamavam o Tatá e o Bebê de amores da vida deles, dormiam na cama com eles. O Santuário era um ponto de referência para todo mundo.”

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A ONG Apata, de Embu-Guaçu, que acompanha o caso desde o início, está tomando as próximas providências para resolver o caso, como a abertura de um processo no Ministério Público. Uma página no Facebook, a Fraude do Santuário Pit Bull, foi criada para divulgar a situação.

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A casa onde estavam os peludos: lixo e descuido

Fernanda e Paulo sumiram do mapa. Não consigo contatá-los em nenhum dos quatro telefones que tinha na minha agenda. Os protetores de animais também tentam comunicação, sem sucesso. Os perfis de Facebook do casal e o site do Santuário foram excluídos.

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Há um ano, a ativista Cláudia Pequeno, que conhecia o casal, já havia retirado um pit bull do espaço por descobrir que também não estava sendo alimentado. Abriu um processo, que ainda está em andamento, acusando-o de maus-tratos.

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