Clique e assine por apenas 6,90/mês
Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 27 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações de estabelecimentos. Além das atividades na Vejinha, leciona na Universidade Mackenzie

La Frontera fecha as portas definitivamente

Restaurante quatro-estrelas pelo Comer & Beber não resistiu à crise financeira provocada pela pandemia do coronavírus

Por Arnaldo Lorençato - Atualizado em 8 Apr 2020, 22h22 - Publicado em 8 Apr 2020, 22h20

Há exatos 21 dias Ana Maria Massochi fechou a porta do La Frontera, em Higienópolis, com uma dúvida que a atormentou nessas três últimas semanas. A empresária, que também é dona da churrascaria Martín Fierro, na Vila Madalena, se questionava como poderia manter o ótimo restaurante de culinária variada, com quatro das cinco estrelas máximas de VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER, sem faturar. “Há dois anos as coisas não estavam boas no La Frontera, mas a conta fechava”, diz. “Agora, não dava mais.”

Quando não entra nada, é um desespero. Se mantivéssemos o La Frontera, iria afundar o Martín Fierro

Ana Maria Massochi, empresária

Ana tomou uma decisão difícil: encerrar definitivamente as atividades da charmosa casa com amplos janelões numa ruazinha tranquila ao lado do Cemitério da Consolação. “Choro bastante, depois passa. É muito difícil. Penso em tudo o que fizemos nesses 14 anos”, lamenta-se. “Além disso, tínhamos um retorno bom da nossa clientela, sempre muito fiel, e de críticos como você Arnaldo, com quem quis falar em primeira mão.”

A empresária dispensou todos os 24 funcionários. “Quando não entra nada, é um desespero”, explica. “Me dava vergonha porque a equipe é tão querida, mas se mantivéssemos o La Frontera, iria afundar o Martín Fierro. Perderia os dois.”

Somente o chef Filipe Leite permaneceu. “Ele tinha reunido profissionais incríveis na cozinha”, elogia. “O Filipe está comandando o delivery do Martín Fierro [está sem operar o salão desde o dia 20]. Mas são poucos pedidos, cerca de 30 por dia. Espero poder mantê-lo”.

Continua após a publicidade

Do extinto estabelecimento, Ana conta que vai manter só o direito de uso da marca La Frontera. “Torço para que o dono do imóvel, que é alugado, o mantenha como está. Na reforma que fizemos para inaugurar há 14 anos, abrimos as janelas para rua. E tomara que o próximo inquilino seja um restaurante”, sonha.

Assine a Vejinha por 14,90 mensais.

Valeu pela visita! Para me seguir nas redes sociais, é só clicar em:
Facebook: Arnaldo Lorençato
Instagram: @alorencato
Twitter: @alorencato

Para enviar um email, escreva para arnaldo.lorencato@abril.com.br

Caderno de receitas:
+ Fettuccine alfredo como se faz em Roma
+ O tiramisu original
+ O melhor petit gâteau do Brasil

Publicidade